Rebeca ouviu seu
coração acelerar. Pôde sentir a respiração de David perto da sua, com o rosto
perto do seu. Num movimento brusco, ela se afastou.
- Rebeca... – disse
ele como saindo de um transe.
- Eu não sei o que
pensa de mim... Mas não vai brincar comigo! Me deixa em paz David! –
gritou ela. Saiu com rapidez.
Depois disso, David
estava em sua casa. Sheyla, sua melhor amiga, quis saber o porquê ele estava
tão sério.
- Eu não entendo... –
ele exclamou com os olhos fixos em um ponto – eu não consigo me controlar
quando chego perto dela... - desviou o olhar - e ela ainda gosta daquele mané!
- Você está...
Gostando dessa garota? – perguntou Sheyla o examinando surpresa.
- O quê? Não! Eu não
gosto dela...
- Sei...
- Olha aqui... Nenhuma
garota vai me amarrar, ta legal? - afirmou convencido.
Sheyla o conhecia
muito bem. Desde que ela tinha fugido do orfanato, não tinha família, e David
era como um irmão para ela. Talvez não gostasse de Rebeca, mas de alguma forma
ela mexia com ele.
À noite, Rebeca se
arrumava para o encontro com Pedro. Tentando esquecer, porém, da conversa que
tinha tido com David, e o que quase tinha acontecido. E pensar, que teria que
vê-lo todos os dias. Ela só conseguia sentir ódio dele, nojo.
Enquanto isso, David,
para afastar seus pensamentos de Rebeca, decidiu ligar para Raquel:
- Oi Raquel... É...
Que tal, se a gente sair agora?
- Claro!... Deixa só
eu ir me arrumar! – ela respondeu, sem disfarçar o entusiasmo.
Pedro foi até a casa
de Rebeca, para buscá-la. No entanto, quem o atendeu foi seu pai.
- Ah! Oi... Sr. Paulo!
– cumprimentou Pedro quase tremendo.
- Quem é você? – o
senhor o olhou de cima a baixo.
- É... Eu sou o
Pedro...
- Sei...
- Pai! ... – Rebeca
chegou logo. Colocou as mãos sobre os ombros do pai – É... Não quer ir lá pra
dentro? - quando seu pai saiu, dirigiu-se a Pedro, envergonhada - é... Me
desculpa!
-Tudo bem... - sorriu.
Abaixou os olhos até ela - Você está linda!
Ela respondeu com um
agradecimento tímido.
Indo os dois para o
encontro, Rebeca se assustou ao deparar-se com Raquel e David na porta do
clube.
- Ah! Que
coincidência! – falou Raquel simpática.
Rebeca olhou David
friamente nos olhos. Tentando disfarçar, porém, sua raiva por ele.
- Bom, nós podemos
entrar e fazer um encontro duplo! – sugeriu Raquel animada.
- Me desculpa amiga,
mas eu perdi a fome! – contestou Rebeca. E virando-se para Pedro – Podemos ir a
outro lugar?
- Claro! – ele
respondeu, olhando para David para o provocá-lo.
Quando os dois saíram,
Raquel virou-se para David, confusa:
- O que será que deu
nela?
- Não vamos perder
nosso encontro por causa dela! – resultou David sério.
Então, pegando sobre
ela a beijou.
A caminho de casa,
Rebeca se desculpou com Pedro.
- Não tem problema! -
disse simpático. Ele, então, pegou em sua mão.
Ela quase bambeou. Ele
aproximou-se. Mas, quando foi beijá-la, o pai de Rebeca apareceu, e mandou que
ela entrasse.
- Eu tenho que ir! –
Rebeca desculpou-se entrando.
“Droga”. Pensou Pedro.
”Mas não importa, o que importa é aquele idiota viu a gente junto”. Pedro sabia
o quanto sua tarefa de conquistar Rebeca seria fácil, pois para ele, ela era só
uma garota ingênua. E que conseguiria o que quisesse dela com facilidade.
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Td d bom
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