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10 de fevereiro de 2021

ADOROWEB - SERÁ QUE HÁ CURA?: ALERTA DE SPOILER: NÃO!


Oláááaaaaa meus weblovers, como estão vocês? Espero que mal, muito mal, profundamente devastados pela saudade que estavam desta coluna aqui, estou certa? Já eu, não poderia estar mais feliz, só não estou mais radiante que a nova capa! Ah dá uma olhadinha nesta capinha mais linda da mamãe! :> Sim, vocês merecem o melhor e com melhor também me refiro ao novo sistema de votação, isso mesmo, agora serão vocês os que irão escolher a web que será criticada na próxima semana! Tá ótimo, ou quer mais? Talvez, a análise de hoje, não é mesmo? Então, bora lá!

Autor(a):Lucas Henrique
Ano: 2019
Todos sabemos que a sexualidade é algo que não escolhemos, com a qual nascemos e passamos a vida seguindo seus instintos intrínsecos. Mas, e se alguém não estivesse contente com a própria sexualidade, seria possível fazê-lo mudar pelo o que se atrai? Este é o tema da história de hoje e, devo dizer o melhor ponto dela. Um tema ousado e chamativo que desperta o interesse do leitor.

E para testar a tese, o autor nos entrega João, jovem que de uns tempos pra cá vem percebendo sua atração por pessoas do mesmo sexo, somente que, ele é filho de pais evangélicos, assim, vocês podem imaginar o que acontecerá quando ele se atrai por August, cujo os pais, adivinha, também são evangélicos! - Uma leve forçadinha do autor, convenhamos, mas se valerá a pena perdoá-la é o que veremos.

Os dois tentam lutar contra este sentimento, mas sejamos francos, com a mesma força que eu para levantar de manhã! E aí entra um dos primeiros deslizes da narrativa, pois, ela busca construir seus personagens em cima de seus conflitos com a sexualidade, no entanto, eles sequer tem algum. August e joão cresceram acreditando que ser gay era um grave pecado e, pelo o que sabemos, mesmo que sentindo leves atrações por meninos durante a adolescência, isto nunca foi um fator determinante para eles até se conhecerem.

Então, quando aceitam isso com tanta naturalidade e quase sem qualquer conflito, não apenas destroem sua característica dentro da trama como se distanciam do leitor, que não os compreende. E isso piora, quando tudo o que sabemos sobre eles é o que foi apresentado na sinopse. O que eles são além disso, nunca nos é dito e assim, fica difícil se identificar ou torcer por um deles.

Mas no momento que pensamos que a web não nos dará mais que um romeu e julieta desbotado, o enredo dá um giro. Eis que os pais dos pombinhos descobrem o relacionamento e, dispostos a reverter a situação os internam em uma casa de reabilitação sexual. E ao chegaram lá, o personagem Ronaldo, monitor da casa diz ser um ex-gay reabilitado. Uma virada realmente interessante, apresentando para o leitor um mistério, tanto para ele quanto para seus personagens: seria possível a cura?

Confesso que, neste ponto meu tédio até deu uma pausa, de repente, a história se tornava chamativa e a casa de reabilitação, com suas atividades reversivas secretas e uma ideologia que seria um contra-argumento ao que fora dito no inicio, levando a um debate instigante no qual giraria o enredo e culminando em um climax para todos os personagens, parecia ser a chave para salvar esta história de um terrível desastre!

Até que...

                                      A imagem mostra Roberto adentrando o banheiro (...)

RONALDO: E então, jovem Roberto, fazendo progresso? – perguntou, se aproximando de forma invasiva sobre Roberto, que imediatamente o olha com estranhamento. Tenho certeza que sim, você é obstinado, vai conseguir progresso – falou, tocando o braço dele, que imediatamente recua.

ROBERTO: O que você quer de mim? – falou, fechando rapidamente o zíper da sua calça.

RONALDO: Nada, não precisa ficar nervoso, eu só… Estou querendo puxar conversa. – falou, o olhando.

ROBERTO: Você está com uma cara, como de alguém que… Não se libertou do pecado. – falava, o olhando.

RONALDO: Você já se libertou? – perguntou, se aproximando dele – Quer mesmo se libertar? – o olhar de Roberto era de completo desespero.

ROBERTO: Você não deve fazer isso. Você, e o Jorge, são o exemplo de todos nós. – de repente então, Ronaldo o beija.

Sim, logo de início, a obra revela que Ronaldo não era um ex-gay e que todas as promessas de conversão eram falsas, acabando completamente, com um golpe mais forte que a bola da Myley no clipe wrecking ball, com a questão central da história, que havia dado origem ao título.

Sem mais dúvidas ou mistérios, então, somos deixados a mercê de personagens desinteressantes que não apresentam qualquer desenvolvimento; João afirma ter dúvidas quanto a poder mudar, no entanto, em nenhum momento demonstra isso, mas continua a ver August escondido; ao final, tudo o que esses personagens fazem é reclamar dos mesmos temas de novo e de novo, principalmente dos traumas que sofrem naquele lugar.

Claro, como poderão apagar da mente os horrores das terríveis sessões de "aperto de mão", (sim!), ou de serem convidados ao subir ao palco e falar de seus problemas, dos quais, se os afirmassem, sofreriam o horrível castigo de serem aconselhados a orar mais! Não me entendam mal, caros leitores, não quero eu de maneira alguma diminuir o sofrimento destas pessoas, não, quem o fez, foi o escritor!

Devemos excluir, é claro, Roberto que possui um conflito real dentro de si, e no fim acaba por fazer uma escolha, uma pena não terem dado uma devida atenção a este personagem, seu desenvolvimento fica um tanto superficial.

Mas não se preocupem, o casal principal conseguirá escapar, bem, não que não pudessem antes, eles nunca estiveram trancados, só precisavam da permissão dos pais, o que conseguem com a convincente mudança de mente das mãe dos dois. E assim que são levados pelo carro da mãe, quer dizer, que fogem desesperados daquela prisão, João está determinado a fazer justiça! Acontece que Gabriela, uma das internadas ali, cometeu suicídio e nosso herói está disposto a ir ao congresso denunciar a casa para que outras como ela não façam o mesmo!

Mas só tem um pequeno problema, Gabriela não se matou por causa da instituição, mas sim, pela falta de afeto do pai, na verdade, durante seu tempo naquele lugar ela nunca aparenta sofrer, sequer entra em real conflito consigo mesma, dizendo que sabia que não ia mudar, o verdadeiro conflito era com seu pai. Porém, o que importa isso se João consegue a vingança, quer dizer, justiça que queria, certo?

E com um emocionante discurso em Brasília, termina a incrível jornada desse casal, ah, e pra ajudar ainda mais, os dois pastores intolerantes decidem aceitar a sexualidade dos filhos - é, pode não haver cura para o homossexualismo, mas para um autor que quer resolver um problema de maneira fácil, não há milagre que não possa ser feito  - e assim, os pais terminam com o conflito que nunca existiu, provavelmente ainda tendo que pagar os boletos que restaram para a instituição. Aprendemos também que a sexualidade não pode ser mudada, porque, bem, o João diz isso no final, e que, embora os verdadeiros vilões disso tudo tenham sido os pais, denunciá-los não nos dá um cargo público.

Mas quer saber, nem valeria a pena, pois o real antagonista desta história foi mesmo quem a escreveu!


E o que acharam da nossa estreia de 2021? Já começamos com tudo e logo virão muitos outras novidades por aqui, e não esuqeçam de acompanhar amanhã a estréia da nossa enquete para decidir qual será a próxima web criticada, hein! Vejo vocês na próxima, beijoo e bye bye! 

 



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Notas DIGG TV

1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2.     As opiniões expressas nessa coluna não refletem necessariamente as da DIGGTV. Elas são de total responsabilidade do autor.
3.     Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
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8 de dezembro de 2020

ADOROWEB: FÉRIAS!!!



Webloverss, como vão? Sim, eu sei que esta é a edição menos esperada, mas depois de um ano de pandemia, cheia de incertezas e medos, nunca deixando de postar toda a semana, de trabalho árduo, entrevistas e polêmicas, tenho que descansar!

Este ano não foi fácil, aprendemos que as coisas não estão no nosso controle, e que a qualquer momento tudo pode ser perdido sem que nos demos conta, por isso, que este fim de ano seja de reflexão para aproveitarmos o máximo esta vida que não nos dá segunda chance.

Respirem ar, abracem a quem amam, lutem pelo o que é certo e se realizem. Não deixem os problemas afetarem seu coração; mesmo que estejamos enfrentando o mais terrível mal ainda podemos aprender com ele e transformá-lo em bem para melhorar um pouco esse lugar, afinal, o mundo sempre será o que é, essa mistura insana de paz e guerra, alegrias e tristezas, mas não deixe que isso tire de você o amor pelo bem e pela verdade. Ao fim, era isso que Jesus quis dizer com "eu venci o mundo". Ele não mudou o coração dos homens, mas sim, nunca mudou o dELE e dessa forma todo o ocidente foi influenciado pela sua imagem, como todo o modelo do que chamamos de bem hoje em dia. Você pode fazer a diferença! 

Que vocês tenham o melhor fim de ano, e um ótimo natal! Nos vemos no próximo ano, espero, com boas notícias e muitas novidades! Até a próxima! Beijoos e bye bye! 

 


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Notas DIGG TV

1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2.     As opiniões expressas nessa coluna não refletem necessariamente as da DIGGTV. Elas são de total responsabilidade do autor.
3.     Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
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28 de novembro de 2020

ADOROWEB: O PROBLEMA DA ARTE ENGAJADA


É conhecido, hoje que vivemos em um mundo globalizado, a constante gama de informações que nos acometem todos os dias, seja por mídias sociais, abertas ou escritas, fazendo com que seja quase impossível não formar alguma opinião sobre um assunto. Assim, inevitavelmente, acabamos nos inserindo em certos círculos que, representam nosso modo de pensar, sejam eles, páginas de internet, movimentos ou até mesmo partidos políticos. Mas, meu propósito com este artigo não é de maneira nenhuma apontar isso como um problema e muito menos dizer qual o melhor jeito de ver o mundo, mas de apontar um grave dilema, visto hoje em toda a arte contemporânea: a arte engajada.

Podemos observar em toda a arte hoje produzida, a moda do “discurso engajado” ou “de protesto”, que se classifica como a utilização da arte para expressar uma certa corrente de pensamento, e que praticamente tomou todo o modo de pensar atualmente. Tanto em webs virtuais, novelas como em qualquer outra produção, os autores ou a mídia divulgadora exaltam os assuntos que a obra irá tratar antes mesmo de apresentar a sinopse, como em séries como “Cara gente branca” por exemplo. Suas chamadas promocionais e até mesmo suas críticas, baseiam-se muito mais na “irreverência do tema” ou na intitulada “importância para a sociedade” do que na qualidade da obra em si.

Isso porque, hoje, a mensagem ou o assunto retratado tornou-se mais importante do que a forma pela qual a obra o apresenta, uma verdadeira inversão do que realmente é a arte. É claro que, definir o que seja a arte não é tarefa fácil e muito menos será realizada aqui, o que proponho, portanto, não é levantar a questão sobre o que consideramos como arte ou não, e sim, como a estamos vendo e usando hoje em dia.

Você vai ao cinema, em sua mente já sabe o que deseja: bom enredo, personagens bem desenvolvidos e emoção, ao invés, encontra uma história vazia e cheia de chavões, com péssimo diálogo e atuações fraquíssimas. Chegando em casa, escreve um post no facebook, expressando sua decepção, e eis que de repente é confrontado com diversos comentários em tons altos e raivosos como: “Racista”, “misógino”, “lugar de fala”, “privilégio”...  Perplexo, você se pergunta o que aconteceu, pois estava apenas falando de um filme.

Acontece que o filme tratava de um assunto político, como o feminismo, por exemplo, assim, criticar o filme, aos adeptos dessa ideologia, mostrasse como instantaneamente colocar-se contra ela. Como acontecido no fracassado Ghostbusters (2016), fraquíssimo em termos técnicos, mas que colocou a culpa de seu baixo número em bilheteria no “machismo” e “racismo sistêmico” do público, pois o longa possuía protagonistas mulheres e negras, ignorando completamente que temos tido mulheres e negros como principais em filmes de altíssimo sucesso, como Mulher maravilha e MIB por exemplo.  

Da mesma forma, quando nos deparamos com bons filmes, irrepreensíveis no que se diz respeito ao trabalho de escrita, direção e etc, mas que não trazem algum tipo de requerimento ou crítica quanto a sociedade ou inserção de grupos representativos políticos como LGBTs, somente uma história com bom enredo e desenvolvimento, vemos um ataque agressivo da mídia e blogs incessantemente a condenar o filme com os mesmos termos antes mostrados.

O que fica claro então nos dois exemplos apontados é que, para estes grupos, os requisitos técnicos, a arte bem-feita, já não importa em absoluto, e sim, a mensagem que ela irá transmitir para a sociedade. Assim como, qualquer produção que não contenha os traços do discurso do que chamamos de “politicamente correto” deve ser rechaçado e banido, como já vem acontecendo em muitos casos.

Chegamos ao ponto hoje de ter “E o vento levou”, um clássico, ganhador de 10 oscars, e referência para o cinema mundial, censurado por, pasmem, “mostrar uma visão atenuada da escravidão”! Ou seja, uma história baseada na época em que a escravidão era considerada tão comum como ser um carteiro, e pelo qual a primeira mulher negra ganhou sua indicação ao oscar, é acusado de ser racista!

Ao fim, não se trata mais de encantar o público com uma bela história, de produzir boa música ou captar a fotografia perfeita, mas de servir ao discurso seleto de um grupo elitizado, sem rosto, mas que se personifica nas falas de cada apresentador de Tv e nas palavras de cada artigo de jornal. Como em uma inquisição moderna, mas desta vez, sem julgamento, apenas a sentença categórica, onipotente, que te coloca ou como um gênio absoluto ou como um nazista desgraçado!

Não se enganem, a arte sempre possui uma ideologia, os grandes escritores, de fato, serviram a lideres políticos, e usaram seu talento para influenciar a política de sua época. Mas o que fez sua arte ultrapassar seu tempo, ser lida e imitada por diversos autores e emocionar a todos até o dia de hoje, é que ela era muito maior que sua mensagem.

Você pode não entender os requerimentos sociais ou as ideias políticas que Virgílio tinha, afinal, hoje vivemos em tempos distintos, mas isso não te impedirá de se encantar com a saga de Eneias em Troia. (Lhe soa familiar?); ou mesmo que não concorde com a visão socialista revolucionária de “O poço”, ainda poderá se impressionar com a experiência aterrorizante do longa. Pois a verdade é que o talento não possui ideologias.

No entanto, quando críticos escolhem o discurso politizado em detrimento da boa obra, retirando estrelas e pontuações somente por não conter sua própria visão de mundo, o que estão fazendo é criar um terrível padrão em que transforma a arte, antes veículo de beleza e reflexões humanas que ultrapassa línguas e chega sem barreiras a todos os corações, em apenas um cavalete, feito para pendurar as propagandas do governo e das grandes empresas, mera propaganda, em nada diferente de uma palestra ou um textão no facebook.

E assim, ao invés de autores temos ideólogos, propagandistas vazios e escritores rasos que, com o passar do tempo, quando suas reivindicações não fizerem mais sentido, terão suas obras condenadas ao esquecimento, talvez, como um registro histórico, semelhante a um selo ou achado arqueológico, que não evoca qualquer sentimento ou emoção.

Não deixemos que isso aconteça.

Virgílio era maior que sua política, porque amava a poesia e a beleza acima dela. Ora, a primeira é passageira, sempre muda, sempre oscila, enquanto que as últimas nunca deixam de perder o valor divino, por isso Virgilio vive até os dias de hoje. Jesus disse que, aonde quer que estivesse o coração do homem ali estava seu tesouro. Cabe, então a nós escolhermos os elogios presentes ou a glória eterna.


 


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21 de novembro de 2020

ADOROWEB: DESEJOS DE VINGANÇA: UMA HISTÓRIA... IDIOTA!

        

Oláá weblovers, e como estão vocês? Gente, mais um ano acabando, dezenas de críticas postadas, já chegando a hora das merecidas férias... E devo dizer, muito do que eu havia planejado para esta coluna não aconteceu, mas quer saber? Estou muito feliz porque mesmo em meio a tanta loucura, pudemos continuar com nossas análises e tanta coisa bacana aconteceu! Quero agradecer a todos os meus maravilhosos leitores, aos que me sugeriram webs, aos que me criticaram e também aos haters que me divulgaram. Vocês são demais! Prometo que, neste ano que virá farei o que for possível para trazer muitas novidades, e claro, análises cada vez melhores para vocês!

Mas sem mais delongas, vamos para a história de hoje?

Autor(a): Sbteiro e Diego
Ano: 2018

Quem conhece esta coluna há um tempo já deve saber que existem dois tipos de histórias: as boas e as ruins. Entre as ruins, existem as que não tem sentido, as de enredo vazios ou completamente  ou as terrivelmente  e as que não , mas existe um tipo que, acredito eu nunca havia mencionado, mas que de fato defini muitas que já li, inclusive a de hoje: a história idiota.

Diferente das obras ruins por serem vazias ou insanas, este estilo não necessariamente possui erros esdrúxulos de sentido, ás vezes, as coisas até tem uma lógica aceitável, ainda que, um pouco bizarra; os personagens, mesmo que vazios, possuem um certo direcionamento e o enredo em si parece, na maior parte do tempo, caminhar para um objetivo. O problema é que tudo isso é feito de uma forma tão superficial e despreparada que, embora o leitor creia na história não consiga levá-la a sério.

Começamos com Mauro, um personagem sem nenhuma descrição aparente, não sabemos como é e nem o que faz, mas ao menos, sabemos o que deseja: casar com Lucia para fazer ciúmes em Verônica. Ok, mas porque ele quer ficar com Verônica? E porque casar com Lúcia fará Verônica se apaixonar por ele de novo? E se o objetivo é somente fazer ciúmes, por que precisa casar? Isso não somente criaria um obstáculo ainda maior entre os dois? O enredo nunca nos responde. Porém, aí é que está: poderíamos, se quiséssemos, chegar a uma resposta para tudo isso, ao menos inventada, e fazer tudo isso ter sentido, no significado estrito da palavra, mas isto não conseguiria tirar o sentimento do quanto o tema é bobo ou mal pensado, em outras palavras, idiota.

Da mesma forma é quando Lúcia descobre a traição de Mauro. Ela se sente ressentida e com razão, mas não pensa em vingança, até ter esse diálogo com a chefe:

Anabela - por que esta atrasada?
Lucia - descobri quer o meu marido me enganou.Anabela 
- claro, quem iria querer uma mulher fraca como você?
Lucia - me acha fraca?Anabela - sim, olhando já percebe, e pode ir embora que não quero mais problemas.Lucia - pode deixar, irei me vingar de todos.

Esta personagem jamais tinha sido apresentada e de repente, ela aparece do nada apenas para dar motivo para a protagonista se vingar. E vejam, não podemos dizer que não houve a motivação para vingança da protagonista, de fato, aconteceu uma ação para ocasionar uma resposta, ela somente aconteceu de forma idiota.

E como dito acima, o enredo segue sim um rumo, pois a mocinha, após estabelecer um objetivo, que antes foi construído sobre motivação apresentada, cumpre seu plano ao se tornar chefe da presidência para o qual trabalham Mauro, Verônica e Anabela. E como ela consegue isso? Porque ela é amiga do dono, que lhe concede o cargo. É razoável que um amigo lhe presenteie com o cargo máximo da empresa como prova de amizade? Provavelmente não, mas também não é totalmente impossível. No entanto a maneira como ela se vinga é que chega a ser a melhor de todas, por ironicamente, ser a mais realista imaginável...

Ela os demite!

Sim, não posso negar que em um cenário realista essa seria a coisa mais plausível que um chefe faria aos funcionários cujo o qual quer se vingar. Mas, em termos de narrativa, acaba dando uma resolução fácil e rápida demais para o problema central pelo qual girou todo o enredo, terminando por parecer com que tudo não passasse de uma tremenda perda de tempo!

Ao fim, a questão da obra idiota é que, se fosse feito de forma diferente, com o mesmo script, somente que, com um melhor desenvolvimento de personagens, roteiro, descrição, ambientação, e neste caso, toda a forma básica de estrutura de narrativa, poderíamos ter tido sim um boa novela, mas pela ausência dos elementos que somente o conhecimento pode oferecer, temos um texto raso, fraco e tolo!

Alguns podem acusar esta crítica de estar ofendendo o escritor ou quem quer que seja, mas se enganam, pois idiota não é aquele que não consegue aprender, mas aquele que ainda não tem o conhecimento. Dessa maneira, a obra pode sim ser idiota, mas seu autor, só o é, se desejar.



É isso aí meus weblovers queridos, espero que tenham gostado e vejo vocês na próxima crítica! Beijoos e bye bye! 

 


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12 de novembro de 2020

ADOROWEB: ENCONTRO DA PAIXÃO: COMO NADA JAMAIS VISTO!

       

Oláa meus weblovers, tudo bem com vocês? Ansiosos para esse fim de pandemia, quer dizer, de ano? Nada como nos reunirmos de novo na mesa para o natal, não é mesmo? Bem, isso se os nossos governantes permitirem, é claro, já que as aglomerações são extremamente proibidas... A não ser quando nos aglomeramos no dia da eleição! Mas antes de você já ir pensando no seu candidato, bora pra critica?

Ano: 2019
E preparo vocês para a história de hoje, pois, de fato, nem mesmo eu estava preparada o nível de inovação e inventividade que encontrei. O modo como cria seu enredo, apresenta seus personagens, soa totalmente novo, posso dizer, não somente da literatura moderna, como de toda a história mundial! Eu sequer podia acreditar no que meus olhos estavam presenciando e, confesso, ainda não me recuperei, por isso, para realizar esta crítica, somente conseguirei comentar recapitulando passo a passo de sua historia, tamanho o meu abismamento! 

Começamos com a jovem Mia, bem, acreditamos ser uma jovem, mas o texto realmente não nos diz, e aqui temos a característica mais marcante e inovadora desta web: seu mistério. Diferente de todas as outras histórias escritas desde a criação do mundo, os personagens de "Encontro da paixão" não possuem descrições. Isso mesmo! Como são, o que sentem, o que desejam, sequer suas personalidades, nada é dito, tornando-os seres sem rosto, quase inexistentes ou engmáticos se preferir, pode ser uma mulher, ou um ser de outro planeta ou um abajur, quem sabe? E tudo isso adiciona a um tom de mistério absolutamente original!

Mas Mia, que pode ser um abajur ou um mico leão dourado, está tendo conflitos com sua mãe, como vemos neste maravilhoso diálogo:

Angélica: Deixa de falar bobagens! Acontece que sua irmã trabalha, se você não quer ser comparada a ela, por que você não arruma um trabalho, filha?

Mia: Porque não tenho vontade!

Angélica:  Vou pedir para a Ana encontrar um trabalho para você.

Mia: Aff você não tem consideração comigo!

Vejam como os personagens saem da lógica comum, fugindo dos clichês de "fazer sentido" ou ter "semelhança com o mundo dos seres humanos". E não é somente os personagens que inovam como também o enredo: para que focar no tema proposto no começo, explicando porque Mia não deseja trabalhar e apresentar uma mudança na personagem? A autora ousa deixando isso completamente de lado, e nunca mais toca no assunto, oferecendo assim diversas possibilidades para seu enredo. Brilhante!

Logo partimos para Ana, sua irmã, que sofre uma tentativa de estupro pelo seu chefe. E aqui temos que parabenizar a excelente escolha de elenco de Arlindo Grund no papel de Beatriz.

(Mauro rasga a blusa de Ana é tenta a estuprar)

Ana : Alguém? Socorro!

Mauro : Para de gritar! (Mauro dá uma bofetada em Ana)

Beatriz : O que está acontecendo aqui?

Ana : O Advogado tentou me abusar (Chorando)

Beatriz : Como o senhor pode Advogado?

Mauro : Não tenho que te dar explicações

Beatriz : Venha Ana, venha trocar de blusa, esse monstro rasgou a sua!

Mas não se preocupem, ela está bem, e quando digo bem, digo que, após o ato ela nem o denuncia e sequer lembra de contar a mãe quando chega em casa!

Uma ação um pouco inesperada, adimito, assim como todas nesta história, mas isso é devido ao tom de surpresa buscado, no qual o leitor esteja sempre em dúvida do que os personagens irão fazer depois. Esqueça aqueles individuos que agem conforme suas personalidades ou estruturas psicológicas como nas obras comuns, isso é passado, aqui, tudo é possível, eles podem se apaixonar ou cometer suicídio na mesma intensidade e na mesma cena sem qualquer ligação com a cena anterior ou com a lógica comum!

E quando pensamos que não poderíamos ser mais surpreendidos pela genialidade desta trama, eis que é revelado que o estupro de Ana foi mandado pela tia dela! Tã dã dã! Uma revelação extremamente imprevisível, principalmente pelo fato da novela nunca nos ter dito o porque Virgínia quer fazer mal a Ana. Em nenhum capítulo, cena, sequer diálogo é nos explicado seus motivos, assim, não fazemos ideia de que ela colaborou com Mauro porque não fazemos ideia do porque ela fez qualquer coisa nesta narrativa. Fantástico! 

E após vencer diversos obstáculos contra uma vilã que nunca a impediu de nada, para conseguir seus sonhos, que nunca soubemos quais eram, Ana tem seu final feliz. E nós, leitores, novamente somos pegos de surpresa ao descobrirmos que ela era a protagonista quando pensávamos que era a moça que iniciou a história com um dilema. Mais uma sacada inteligente desta autora!

Portanto, depois de tantas demonstrações de genialidade jamais vistas na literatura, só podemos apreciar esta grande obra de arte, afinal, as palavras faltam aqui, restando somente o sarcasmo! 


Lembrando que, eu não consegui identificar o autor desta web, então quem souber, é só me avisar nos comentários que eu coloco, tá bom? Então é isso pessoal, esperam que tenham gostado e até a próxima! Beijoo e bye bye! 

 


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18 de outubro de 2020

ADOROWEB - FORÇA DE UM SONHO: A NOVELA OUTDOOR!

      

Eaííí meus weblovers adorados, como estão? Espero que ótimos! E 2020 aproxima-se de seu final; sim, foi um ano difícil, mas pelo lado bom, pelo menos não sentiremos aquela famosa culpa quando a música de natal perguntar: "e o que você fez?" e felizes poderemos levar nossas promessas de dieta ou do cursinho de inglês pra 2021! Mass, quanto a crítica de hoje não se preocupem, que não teremos que esperar mas nem um segundo! Simbora?

Autor(a): Diego Silva
Ano: 2019

No entanto, devo avisar, n
ão estarei aqui para falar da história que li essa semana. E isso é por um motivo simples: não há história! De fato, em todos os mais de vinte capítulos de "força de um sonho" é impossível encontrar sequer as características de uma história; não há enredo, não há desenvolvimento de personagens, não há pelo o que torcer, sequer esperar, tudo se resume em um conjunto de letras espalhadas na tela que nada dizem, nada provocam.

Começamos com essa família que mora em uma comunidade. Porém, a trama não nos diz nada sobre eles, quais suas motivações, personalidades, o relacionamento entre cada um deles, e eis que o pai morre vitima de um traficante. O mesmo entrega um prazo a eles para pagarem a dívida, caso contrário irão todos morrer. E eu sei o que está pensando, que isso está se parecendo com um enredo, certo? O problema é que este assunto nunca mais volta na novela! Literalmente, a família se muda e a narrativa esquece-se completamente disso!

O que temos então é sucessão de acontecimentos inúteis e cenas aleatórias, uma após a outra, em que os personagens se confrontam de novo e de novo sem sair do lugar e sem conseguir citar o interesse do público que não os conhece nem se importa com nenhum deles. Paula mesmo é esta vilã racista que odeia Janaina. Mas o que ela faz durante a web inteira? Apenas a difama todas as vezes que a encontra e espalha seu modo tóxico de pensar a todos os que a veem. E assim, nunda há um verdadeiro obstáculo, ou impedimento para estas personas, nada! No final, há sim uma tentativa rápida e murcha de algum ato contra Janaina, mas nada que não fosse resolvido tão rápido como começou.

E falando em Janaina, ô protagonista apática! É até mesmo difícil considerá-la a mocinha quando até mesmo um figurante de cena de bar tem mais relevância que ela nesta obra! Ela nada deseja, nada quer, e tudo o que faz é reclamar sobre os seus sofrimentos o tempo todo. E assim são, infelizmente, todos os personagens nesta web que, nunca desenvolvem ou fazem qualquer coisa, apenas recitam, um após o outro o que sentem em relação a seus problemas. E quando realizam algum ato, ele soa completamente fora de propósito.

Porque devo me importar se kátia e a mãe estão roubando o avô, por exemplo, ou se Gael está perdido nas drogas? Eles nunca me foram introduzidos, portanto, como posso torcer para que eles alcancem algo que sequer sei o que é?

Mas se engana quem pensa que isso se trata de um erro crasso do escritor que, não soube formular bem sua trama, e sim, a consequência de um único erro: não ter quisto realizar uma boa história. E alguns podem estar imaginando: ué, por que mais um autor escreveria senão para realizar uma boa obra? Porém, poucos parágrafos bastam para entendermos o verdadeiro intento desta narrativa, na verdade, somente esta linha:

Janaina ( militando ) - O negro esta conseguindo cada vez mais espaço, e não podemos desistir

Os personagens não tinham personalidade, mas sabiam de cor o mesmo discurso ensaiado, não possuiam dificuldades reais, mas recitavam a situação do país e as injustiças sociais sempre que podiam e não criavam conflitos reais entre eles a não ser que tivessem a ver com a mensagem da narrativa, fazendo com que, ao final, tudo girasse em torno dela e que fora dela nada importasse! Não houve enredo, desenvolvimento, clímax, porque esta trama nunca precisou disso, pois tudo o que desejava era um meio de propagar suas ideias político-ideológicas, transformando-se no que chamo de "história outdoor".

Vivemos num mundo globalizado, em que todos podem ter ideias diferentes e compartilhá-las, e isso é ótimo, todos devemos ter um espaço para, de forma respeitosa e consciente, expôr o que pensamos, abrir o diálogo e lutar por nossos ideiais. No entanto, este espaço é tudo, menos a arte. Devemos nos lembrar que a finalidade de uma obra, de uma peça, de um quadro, nunca é o de dizer algo. Podemos transmitir uma mensagem com nossa arte? Sim, podemos. Todavia, ela nunca deve ser a coisa mais importante.

Vamos pensar, o que diferencia um cartaz de "não suje a rua" de uma escultura que protesta contra o lixo jogado? Afinal, os dois estão dizendo a mesma coisa. Exato! Está na forma com que se faz isso, o cartaz apenas emite a palavra, a mensagem fria e direta, enquanto a arte transmite a beleza e a apreciação para depois transmitir o que tem a dizer. A verdade é que a arte pode sim ter o que falar, mas ela deve sempre deixar a opção para o expectador ver muito mais além disso.

O que acontece então quando tudo o que se tem é a própria mensagem? A história vira um mera cartaz, cheio de enunciados, mas vazio de emoções. Como uma rua em época de eleição em que tudo o que podemos ver são os santinhos acumulados, essas histórias se tornam apenas o pano de fundo no qual os escritores propagam suas teorias pessoais. Esquecem-se, porém, que um dia todas essas teorias terão passado, como sempre passam, mas o que é eterno, o que fala com a alma, permanece para sempre.

Ao fim, "Força de um sonho", não tem sonho, nem quem sonhe, sequer seu escritor que, ao invés de criar um mundo aparte cheio de emoções e significado, nos entregou uma estante vazia, um mero cavalete. 

É isso guys! Espero que tenham gostado! Até a próxima, beijoo e bye bye! 

 


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Notas DIGG TV

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3.     Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
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