28 de junho de 2018

Amor Indomável DOBRADINHA (7º CAPÍTULO E 8º CAPÍTULO)



7º CAPÍTULO



2017, Centro-oeste do Brasil 
CENA 1: Sonhador, Edifício Comercial, Interior, Manhã 
Laura e Frederico se olham como há tempos não faziam, os olhares são os mesmos que se apaixonaram há doze anos. Laura parece estar  analisando Frederico, que também mantêm um olhar analisador, por dentro  tenta conter toda a emoção por estar novamente em frente do seu grande amor.
LAURA: – O que você está fazendo aqui? – Questiona um pouco atordoada.
FREDERICO: – Eu sou o gerente do frigorífico com quem você tem uma reunião agora. – Responde sendo um pouco firme.
Laura continua a olhar diretamente nos olhos de Frederico.
LAURA: – Eu não posso acreditar nisso, não posso! – Grita antes de abaixar a cabeça e sair correndo dalí, confusa.
Frederico fica olhando ela sair correndo, seus olhos estão marejados.
FREDERICO:  – Ela não iria acreditar em mim, não depois do que a mãe dela fez com que ela acreditasse. – Lamenta enquanto passa as mãos nos olhos de maneira que enxuga as lágrimas que insistem em cair.

CENA 2: Fazenda Serrado, Casa, Sala, Interior, Manhã 
Perpétua entra em casa, está sorridente, caminha até próximo da escada que leva até o andar de cima.
PERPÉTUA: – Parece que não há ninguém em casa… muito melhor, pois assim posso descansar tranquilamente sem encher minha paciência. – Diz seguindo para próximo do sofá maior e se sentando.
Perpétua olha para a porta do escritório e tem uma sensação esquisita, em sua memória vem o último momento em que esteve com Horácio, ela fica nitidamente assustada.

CENA 3: Sonhador, Rua, Carro, Interior, Manhã
Olavo observa a pessoa misteriosa de seu passado entrar na casa, seus olhos se enchem de lágrimas ao relembrar de tudo o que viveu.
OLAVO: – Eu mereço isso, fui um covarde ao deixar você  partir, fui um idiota com você, comigo. Eu não devia ter desistido de você, não devia ter desistido da gente.
O celular de Olavo começa a tocar, ele vê que é Laura e atende.
LAURA (Do Outro Lado da Linha): – Vem me buscar, Olavo, por favor.
OLAVO (Ao Celular): – O Que houve, Laura?
LAURA (Do Outro Lado da Linha): – Depois eu explico, Olavo. Só vem me buscar.
Laura dá por encerrada a ligação. Olavo coloca o celular no banco do carona, e antes de sair com a camionete, dá uma última olhada na casa onde está parado próximo.

CENA 4: Campo Grande, Edifício Cordial, Banheiro, Interior, Manhã 
Samira sai do quarto e entra apenas com um roupão no banheiro, seus pensamentos são em Frederico. Samira despe e entra na banheira já toda preparada para o seu banho.
SAMIRA: – Se ele pensa que eu vou ficar aqui esperando, está muito enganado. Não sou mulher de esperar.
Samira se senta na banheira e começa a pensar no passado.
Flashback 
Ano de 2005, Fazenda Serrado 
Perpétua segue pela cozinha sobe por uma escadaria pequena e dá de cara com o quarto de Samira, a porta está entreaberta, ela sorri como se já soubesse. Perpétua adentra ao quarto de Samira, que está olhando pela janela, próximo dos pés dela há uma pequena mala.
PERPÉTUA: – Que bom que você aceitou minha proposta, Samira. Isso mostra que você é inteligente como eu.
SAMIRA: – Não poderia perder essa oportunidade de conseguir tudo o que eu quero… O Frederico vai ser meu, ai, ele será meu.
PERPÉTUA: – Terá ele todo só pra você quando vocês estiverem bem longe daqui e diga a ele, convença ele de que se ele voltar, algo terrível irá  acontecer com a Laura. – Diz enquanto entrega um envelope grande nas mãos de Samira. – Aqui tem dinheiro suficiente para que você possa viver confortavelmente ao lado do seu amado.
Samira pega um envelope e sorri.
SAMIRA: – Eu não queria ter uma mãe como a senhora, nunca.
PERPÉTUA: – Pouco me importa o que você pensa sobre mim.
Fim do Flashback
Samira mergulha na água da banheira, que estranhamente começa a borbulhar.

CENA 5: Sonhador, Edifício Comercial, Rua, Exterior, Manhã 
Olavo estaciona a camionete e sai, Laura se aproxima dele, que estende a mão.
OLAVO: – O que houve lá?
LAURA: – Eu reencontrei uma pessoa.
OLAVO: – Para você ter ficado assim, só pode ter sido o Frederico. – Deduz  percebendo uma certa tremedeira nas mãos de Laura.
LAURA: – Foi ele mesmo, Olavo… me tira daqui, eu não estou preparada para isso, não estou.
OLAVO: – Tudo bem, tudo bem, Laura. Vou levar você de volta para a Fazenda e depois eu volto para pegar o Mateus na escola.
Laura e Olavo entram na camionete.  Frederico está na calçada e os observa atentamente.
FREDERICO (Pensando): – Então ela se casou mesmo como a Samira disse. – Pensa visivelmente entristecido. – A Perpétua conseguiu fazer com que ela me esquecesse.

CENA 6: Campo Grande, Edificio Cordial, Quarto, Interior, Tarde
Samira está deitada na cama de casal, ela olha de forma fixa para o teto, e de repente seus olhos se enchem de raiva.
SAMIRA: – Só de imaginar minha prima perto do Frederico novamente já me deixa possessa. Eu tenho que ir para lá imediatamente. Não posso deixar que eles pensem em ficar juntos novamente. Se tem uma coisa que eu aprendi com minha tia foi não desistir tão fácil do que é meu. – Diz se levantando devagar e olhando para o espelho na parede ao lado da cama. – O Frederico nunca voltará a ser dela, nunca.
Samira olha o seu reflexo no espelho que estranhamente começa a desaparecer. A diarista que sempre cuida do apartamento três vezes por semana entra, ela estranha o silêncio.
DIARISTA: – O patrão já deve ter viajado… será que ele levou aquela cobra junto? – Se pergunta enquanto segue para o quarto.
A diarista abre a porta e se assusta, ela grita com total desespero.

CENA 7: Fazenda Serrado, Casa, Sala, Interior, Tarde 
Olavo abre a porta e entra trazendo Mateus, que logo abraça a mãe que está sentada no sofá, pensativa.
MATEUS: – Mãe, eu preciso contar uma coisa depois para a senhora.
Laura olha para Olavo e depois para o filho.
LAURA: – Tudo bem, filho, depois você me conta… estarei esperando.
Mateus sobe até o quarto deixando a mãe curiosa.
LAURA: – O que será que ele quer falar, Olavo? Ele não te adiantou nada?
OLAVO: – Você sabe como o Mateus é, ele me considera como um pai, mas não conta nada do que acontece com ele, Laura.
Nesse momento Perpétua desce pela escada. Olavo faz sinal para Laura, que fica surpresa em ver sua mãe alí.
LAURA: – A senhora já estava aqui, mãe?
PERPÉTUA: – Meu voo chegou cedo, então estava descansando um pouco das muitas horas de viagem.
OLAVO: – Que mal lhe pergunte, o que a senhora faz aqui, Perpétua?
PERPÉTUA: – Ai Olavo, essa fazenda também é minha, e eu já estava cansada de ver tantas construções, tantas pessoas, cansada da multidão, então decidi vir para cá. – Responde, sorrindo. – Vai querer me impedir de ficar aqui?
OLAVO: – Imagina! Não sou ninguém para impedir da senhora fazer o que quiser. – Ele volta o olhar para Laura. – Depois conversamos sobre aquele assunto. – Diz enquanto se dirige para a porta e sai da sede da Fazenda.
LAURA: – A senhora não deveria estar aqui, mãe, não mesmo.
PERPÉTUA: – O que foi, filha? Por acaso aconteceu alguma coisa? Disseram algo pra você? – Questiona com certo receio ao perceber a frieza de Laura.
LAURA: – Por acaso existe algo que precisassem me contar sobre a senhora? – Indaga com o olhar firme sobre a mãe.
PERPÉTUA: – Minha vida é um livro aberto, filha. Não há nada que todo mundo já não saiba. – Afirma tentando disfarçar o nervosismo.
Laura deixa a mãe na sala e segue para a cozinha. Perpétua acompanha a filha apenas com o olhar.

CENA 8: Campo Grande, Edifício Cordial, Apartamento de Frederico, Quarto/Sala, Interior, Tarde 
A diarista sai correndo depois do que vê, ela para perto da janela da sala enquanto ouve passos vindo em sua direção, ela levanta o olhar e vê Samira.
SAMIRA: – O que houve, criatura?
DIARISTA: – Tinha uma cobra na sua cama, dona Samira.
SAMIRA: – Ela não mata ninguém, deixa de drama. É um afinal de estimação confiável. – Diz, sorridente. – Prometo que vou deixá-la longe de você.
DIARISTA: – Obrigada, senhora.
SAMIRA: – Agora faça minhas malas, pois vou viajar nesta noite. – Pede enquanto dá meia volta e retorna para o quartoSamira gargalha assim que fecha a porta do quarto. – Tenho que parar com isso.

CENA 9: Fazenda Serrado, Campo, Exterior, Tarde
Olavo anda devagar até parar debaixo de um pé de manga, ele observa atentamente a revoada dos pássaros. Olavo começa a se lembrar dos bons momentos do passado.
OLAVO: – Doze anos já foram muito tempo, não posso mais viver assim, não posso. Ela me culpa dia e noite por algo que eu nunca faria, pra mim já não dá mais. – Diz olhando para o horizonte. – E não importa o que digam de mim depois que souberem da verdade, vou ser honesto comigo mesmo.
Olavo está tão perdido nos pensamentos que não percebe a chegada de Laura.
LAURA: – O que você tem a dizer para todos, Olavo? – Pergunta fazendo Olavo se virar, assustado.
OLAVO: – Acredito que não dá mais para esconder, Laura. Isso me atormenta há anos, há anos que tenho de suportar.
Laura percebe Olavo chorando e se espanta um pouco, pois desde que está com ele nunca o viu chorar de forma tão aberta.

CENA 10: Sonhador, Casa de Federico, Sala, Interior, Tarde 
Frederico anda de um lado para o outro no espaço que há entre a janela e o sofá onde Rubens está sentado.
FREDERICO: – Ela está casada, senhor Rubens, está casada. Ela se esqueceu de mim, foi isso, ela abandonou nosso amor.
RUBENS: – Não tire conclusões precipitadas, Frederico, pois você pode se ferir mais ainda. Amanhã faremos uma visita a Fazenda Serrado, então ficaremos sabendo de tudo que ainda não sabemos.

                                                CONTINUA...



8º CAPÍTULO


2017, Centro-oeste do Brasil 
CENA 1: Sonhador, Casa de Frederico, Interior, Tarde 
Frederico concorda com Rubens, ele caminha em direção a janela e fica pensativo, a memória vem e ele se pega lembrando dos beijos e abraços de sua amada, dos bons momentos que passou ao lado dela antes de serem separados. Em seus pensamentos, Frederico cogita a possibilidade de contar o pouco que sabe de Perpétua, mas teme que o amor de sua vida nao lhe dê crédito, seus olhos se enchem de lágrimas.
FREDERICO: – Não posso arriscar em perder o amor dela para sempre.
RUBENS: – Você só perderá se quiser que isso aconteça, Frederico. Não fique pensando muito nisso, pois é capaz de você enlouquecer. Resolveremos tudo isso logo logo.

CENA 2: Fazenda Serrado, Campo, Exterior, Tarde
Olavo coloca as mãos no rosto, chora copiosamente enquanto se lembra do que escondeu durante todo esse tempo. Laura o abraça de forma amigável vendo o quanto é difícil o que Olavo tem para lhe contar.
LAURA: – Se você não quiser contar, eu entenderei, Olavo. Não precisa se sentir forçado a nada.
OLAVO: – Eu preciso contar, preciso colocar para fora tudo o que ne deixa agoniado durante tantos anos. Eu não posso esconder mais nem de mim mesmo esse segredo. – Diz enquanto olha nos olhos de Laura. – Eu não sei por onde começar, pois são tantas coisas que me deixa embaralhado. Me promete una coisa, Laura?
LAURA: – Diga, Olavo.
OLAVO: – Não sinta nojo de mim, por favor. Isso pode parecer estranho, mas é algo que pode deixar algumas pessoas assustadas.
LAURA: – Eu prometo, Olavo. Agora se possível, me conte o que tanto deixa você aflito. – Diz mantendo seus olhos nos olhos de Olavo.
OLAVO: – Bom, tudo começou quando eu me mudei para cá… – Olavo começa a contar enquanto Laura ouve atentamente.

CENA 3: Sonhador, Casa de Paco, Sala, Interior, Noite
Paco acabara de voltar a cidade, uma cidade que ele deixou para trás contra sua vontade. Ele caminha de um lado para o outro na sala de casa que um dia foi de seus pais, ao mesmo tempo que mantêm um leve sorriso no rosto, ele também está aflito.
PACO: – Espero que tudo aquilo não volte. Espero viver minha vida em paz, apesar daquele amor não ter morrido dentro de mim. Faltou coragem de ambas as partes para que ficássemos unidos. – Diz ao parar próximo da janela e começar a ter certas lembranças do passado. – Vou viver a minha vida mesmo querendo sair daqui e ir atrás do que eu deixei incompleto.

CENA 4: Campo Grande, Edifício Cordial, Apartamento de Frederico, Sala, Interior, Noite
Samira sai do quarto com duas malas de rodinhas, aparenta estar feliz. Ela segue até a porta, pára e olha para toda a sala.
SAMIRA: – Eu sei que ele me trata apenas como uma fiel amiga, mas estou disposta a fazer  com que isso mude para sempre… eu vou fazer com que isso mude. – Afirma, sorridente. Ela deixa as malas e abre a porta. – Ele será meu, só meu.

CENA 5: Fazenda Serrado, Casa, Quarto de Laura, Interior, Noite
Olavo está próximo da janela,  pensa em tudo que contou para Laura, que por sua vez está sentada na cama.
OLAVO: – Eu pensei que você me acharia um nojento por conta disso.
LAURA: – Eu jamais pensaria isso de você. É uma forma de amor saudável como todas as outras, veja bem. Agora eu é quem estou com vergonha, pois você se casou comigo mesmo não sendo de seu gosto.
OLAVO: – De certa forma, sim, mas eu também não queria que você ficasse mal falada na região, pois você sabe como era naquela época e ainda é… E você não está oficialmente casada comigo, Laura.
LAURA (Surpresa): – Como assim, Olavo?
OLAVO: – Aquele documento é falso. Foi a única maneira que eu encontrei para não deixar que você fizesse uma coisa que se arrependeria depois.
Laura se levanta da cama e no impulso, abraça Olavo.
LAURA: – Eu não sei como te agradecer por isso. Sei que parece algo muito frio de dizer, mas isso é muito importante para mim.
OLAVO: – Você ainda tem esperança de estar com o Frederico?
Laura se afasta de Olavo, que percebe certa tensão.
OLAVO: – Desculpa, eu não deveria me intrometer.
LAURA: – Não é isso. Se eu disser que não tenho esperanças estaria mentindo, ainda mais com ele de volta. Eu nunca poderia me esquecer dele por mais doloroso tenha sido o que ele fez comigo.
OLAVO: – Você se apegou muito a essas cartas, Laura. Você tem de ouvir a verdade da boca dele, somente ele poderá dizer se ele fugiu mesmo ou não. Papéis são materiais que podem muito bem serem alterados.

CENA 6: Sonhador, Casa de Paco, Quarto, Interior, Noite
Paco retira de dentro de uma caixa de papelão, uma caixa de madeira, ele abre e vê muitas fotos, ele sorri com saudades de cada momento daquele.
PACO: – Essas fotos foram minha alegria e minha tristeza também, pois foi por causa delas que meu pai descobriu tudo o que éramos. – Diz pensando no dia em que o pai soube da verdade. – Éramos muito mais que amigos, Olavo, muito mais.

CENA 7: Sonhador, Casa de Frederico, Interior, Manhã 
Frederico sempre teve o costume de acordar cedo, e mesmo com grande poder nas mãos, mantêm o hábito. Ele está sentado no sofá tomando uma xícara com café enquanto lê o jornal, seu pensamento sai um pouco dalí e vai direto as lembranças de seu amor com Laura.
FREDERICO: – Ela está em tudo o que eu penso, tudo o que eu faço. Eu a amo demais, demais. – Afirma com um sorriso de canto.
Frederico ouve passos e olha para o corredor ao lado da escada evê Rubens vindo em sua direção com um álbum nas mãos. Rubens se aproxima e se senta ao lado de Frederico.
RUBENS: – Hoje eu darei um dos últimos passos para contar tudo para todos quem é a minha filha de verdade, Frederico. – Diz enquanto abre o álbum, a foto de uma mulher sorridente apareceRubens passa a mão de forma delicada sobre a foto. – Minha mulher, a mãe dela se foi por causa das maldades dela. Ela matou a própria mãe e roubou tudo o que a gente tinha. – Conta chorando.
Frederico olha assustado com a revelação, pois desde que Rubens começou a ajudá-lo, sempre soube que esse era pai de Perpétua, mas nunca soube do segredo por trás do ódio que ele sentia pela filha.

CENA 8: Fazenda Serrado, Casa, Sala/Cozinha, Interior, Manhã 
Laura despertou cedo, ela vem pela escada quando se depara com algumas malas próximo da entrada, fica desconfiada, então termina de descer, seus  olhos correm por toda a extensão da sala procurando a pessoa dona das malas, mas não encontra. Laura segue para cozinha ainda estranhando aquilo e para ao ouvir que há  pessoas discutindo.
Perpétua olha com muita raiva para Samira, que acabara de chegar de viagem.
PERPÉTUA: – Eu disse para você nunca mais aparecer aqui sua idiota, dei muito dinheiro para que você não passasse mais por essa fazenda e nem por aquela cidade de infelizes, mas parece que você fez de surda, não é mesmo?
SAMIRA: – Eu estou aqui para finalmente conseguir o que eu quero, tia. Não ofereço risco algum à senhora.
PERPÉTUA: – Além de tudo é uma burra, pois ainda não conseguiu se casar com o idiota do Frederico, ainda não conseguiu agarrar aquele homem como prometeu que iria fazer. Você é uma verdadeira inútil… saiba o que eu deveria fazer?
SAMIRA: – O que? O que, tia? Me matar como matou o tio!
Laura ouve tudo com atenção, ela perde as forças e quase cai ao chão, mas é segurada por Olavo que a leva até o sofá. Laura logo desperta e olha de maneira bastante assustada.
OLAVO: – O que houve, Laura?
Laura se lembra de tudo que ouviu. Samira e Laura saem da cozinha e entram na sala. Laura já está sentada com Olavo a amparando. Laura olha assustada para a mãe e para a prima.
LAURA: – Me tira daqui, Olavo. Eu vou pegar o Mateus e a gente vai embora daqui. – Diz antes de se levantar. Laura segue até o quarto do filho.
Perpétua olha para Olavo, que a encara com superioridade.
PERPÉTUA: – O que houve com minha filha?
OLAVO: – Eu não sei direito, mas acredito que seja algo muito grave.
Perpétua se aproxima de Olavo que não recua.
PERPÉTUA: – O que você disse à ela, seu nojento?
OLAVO: – Eu não precisei dizer nada, Perpétua.
Laura logo aparece com Mateus que carrega uma mochila nas costas. Ela não olha para a mãe e nem para a prima. Laura sai da casa junto de Mateus e Olavo.

CENA 9: Sonhador, Zona Rural, Estrada, Exterior, Manhã 
Frederico segue no carro que Rubens dirige, eles vão calados. Frederico observa o quanto a região mudou e quando passa próximo de uma grande árvore se lembra do acidente de seus pais, ele se emociona ao se lembrar.
A camionete onde está Olavo, Mateus e Laura segue em direção de Sonhador. Olavo olha para Laura e percebe a grande tristeza que ela está sentindo. Laura beija a testa de Mateus, que fica intrigado com o que pode ter acontecido com a mãe, ele segura na mão dela. Em uma curva mais acentuada, Olavo acaba por perder o controle do carro devido a velocidade, assim como Rubens que vem na outra pista e também não conseguem controlar o veículo que dirige. Ambos os veículos giram na pista antes de se chocarem de lado.
Rubens sai do carro, assim como Frederico. Laura e Olavo estão desmaiados, a porta traseira da camionete se abre e Mateus sai correndo em direção a Frederico.
MATEUS: – Eles parecem estar mortos… não quero perder ninguém.– Diz, chorando.
FREDERICO: – Calma, calma! Eles só parecem estar desmaiados. – Pede enquanto volta seu olhar para a camioneteFrederico reconhece Laura e corre até ela.
Frederico abre a porta do veículo e verifica se Laura ainda respira, ele suspira com alívio, e verifica se Olavo também respira.
FREDERICO: – Chame a ambulância agora! – Pede ao voltar seu olhar para Rubens.

CONTINUA...




AMANHÃ, AMOR INDOMÁVEL RETORNA NO SEU HORÁRIO NORMAL, ÀS 19 HORAS!!

OBRIGADA PELA AUDIÊNCIA!!



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