18 de dezembro de 2018

The Reason - Segunda temporada: capítulo 73




No Capítulo anterior:

Pegando a bandeja da amiga dirigiu-se aos dois. Porem, chegando perto ouviu algo que a interessou. Escondeu-se a uma parede atrás da mesa deles.
- Principalmente agora que esta perto o julgamento – continuou Sheila sem perceber a presença de Pamela – se ele descobrir que vai testemunhar contra o seu pai, vai estar em perigo! Você viu o que ele fez com você!
Pamela surpreendeu-se grandemente ao ouvir isso.


- Eu tenho certeza que aquilo não foi pra me matar... – começou David compenetrado - Pelo menos não agora! Aquilo foi um aviso!...Carlos nunca atiraria pra perder! – afirmou firmemente – mas ele não vai me amedrontar! Não mais! Eu já to decidido a fazer isso!
Pâmela encostou-se mais para ouvir. Sorriu. Antes que eles desconfiassem, chamou a outra garçonete sutilmente.
- O que foi? – sussurrou a outra aproximando-se. Estranhou a situação.
Pâmela deu-lhe a bandeja e saiu sem que a vissem.
Julia estava com Raquel e Nicole em sua casa.
- Não aguento de curiosidade sem saber o que tá acontecendo! – Raquel exclamou angustiada olhando o telefone. Estava preocupada com Rebeca.
- Nem me fala! O Alex não me ligou até agora! – resmungou Nicole checando o celular.
- Dá pra acreditar? A Rebeca no hospital e você preocupada com esse idiota! – falou Julia indignada.
De repente, o celular de Nicole tocou.
- Com licença! – ela saiu de perto para atender, com um sorriso triunfante no rosto.
Voltou logo, com a face animada.
- A gente vai sair amanhã!...E ele me convidou pra festa de sábado! – comemorou consigo mesma.
As meninas reviraram os olhos diante da atitude de Nicole.
Após, Pâmela arrumava-se para sair do clube, quando a outra funcionária a viu:
- O chefe vai te matar se você sair antes do horário!... – falou aflita – Assim você vai ser demitida de uma vez!
- Relaxa! – sorriu convencida – nunca mais vou precisar voltar nesse lugar! – jogou o avental no chão – diga aquele velho que eu me demito! – saiu decidida.
Já no colégio, a professora Elizabeth entrava no escritório do diretor para falar-lhe:
- Com licença, senhor reitor? - perguntou calmamente. Obteve a resposta positiva. Aproximou-se.
- O castigo da aluna Rebeca já foi aplicado? - perguntou sem tirar os olhos dos papeis.
- Sim senhor, e já avisei ao aluno David que não será efetuada sua expulsão!
O senhor fez um gesto de concordância. Olhou a senhora que não movia-se.
- Algo mais senhora Elizabeth?
- Sim senhor - ela sentou-se a frente dele - eu só queria entender o porque deixou que eu aplicasse o castigo, quer dizer, já que fizeram mal a sua filha achei que a pena seria bem maior.
- Bem, eu apenas aproveitei a oportunidade! - afirmou sucinto.
- Como senhor? - os olhos interrogativos dela pousaram em sua face.
- Isso serviu para que minha filha desistisse dessa ideia de transferir-se para cá, agora sei que não corro mais perigo de ela pensar nisso novamente! - resultou com um sorrido franco.
Já se passavam horas naquele hospital. Rebeca sentia o coração parar a cada médico que passava. Por sorte Pedro estava ao seu lado o tempo todo. Sentia-se muito bem com a sua amizade.
Finalmente o médico de seu pai veio até ela. O semblante sério. Ela levantou-se rapidamente junto com Pedro.
- O que aconteceu... Ele está bem? – ela perguntou tremendo-se por dentro.
- O coração dele parou por alguns segundo durante a operação... Corria o risco de morte cerebral... Felizmente conseguimos reanima-lo!... – olhou-os fixamente – e o tumor foi retirado!
- Graças a Deus! – Rebeca abraçou Pedro emocionada.
- Porem, vai precisar ficar aqui para se recuperar da cirurgia! – continuou ele – e seguir todos os procedimentos quimioterápicos!
Raquel e as meninas chegaram neste momento. Logo, vendo o sorriso de Rebeca correram abraçá-la.
- Ele está bem! – Rebeca anunciou alegre.
Alguns dias depois, Rebeca foi até o quarto de seu pai avisá-lo que ele teria alta. Ela entrou lentamente. Ele estava tomando seu café da manhã. Logo ao vê-la sorriu. Parecia outra pessoa. O cabelo havia sido raspado devido à operação.
- E então? Como está o café? – sentou-se ao lado dele.
- Sabe que eu detesto comida de hospital! Não vejo a hora de sair daqui – resmungou como de um jeito infantil.
- Bem, eu tenho uma ótima noticia pra você! – sorriu ela – eles te liberaram! Você vai sair hoje!... Mas antes tem que prometer que vai seguir todas as recomendações!
Ele concordou vencido por ela. Ela ajudava-o a comer a gelatina, quando ele pegou em sua mão. Sua face tomou um tom sério. Ela olhou-o surpresa.
- Filha... Obrigado por não ter desistido de mim... Por ter acreditado mesmo quando eu já tinha perdido a esperança! – uma lagrima ameaçava cair.
- Eu faria qualquer coisa por você pai! – disse demostrando a emoção.
Olharam-se por um momento.
- Bem, mas vamos logo com isso! Quero voltar logo pra casa! – ele disse quebrando o silencio entre eles.
Ela voltou a dar-lhe a comida. Sorria por dentro, sabendo o quanto esses momentos o deixavam desconfortado.
Pâmela entrava em um bar conhecido na cidade. Sentou-se a mesa olhando os lados. De repente, Carlos sentou-se a frente dela.
- E então? – ele a encarou.
- Até que enfim! Demorei dias pra poder te encontrar! – ela comentou – eu vim porque fiquei sabendo de algo que vai te interessar muito! – sorriu.
- E o que seria? – ele perguntou parecendo não estar muito interessado.
- Antes, eu preciso de uma garantia... Pra saber se valerá a pena te contar!
Ele ficou calado por um tempo.
- Realmente! Dá pra ver que é uma garota bastante inteligente! – ele exclamou. Viu a face dela converter-se em convencimento – e quanto seria?
Ela lhe disse o que parecia uma quantia bastante exuberante.
- Muito bem – serviu-se do copo. Colocou-o sobre a mesa – devo lembrá-la que poderia fazê-la falar de qualquer jeito se quisesse – sua face tomou um tom sério – mas como gostei de você e não quero problemas... Darei a metade do que me pediu!
Pâmela aceitou, vendo ser sua única alternativa. Contou, então, sobre David testemunhar contra o pai dele. Sabia que colocaria David em perigo, mas ele mesmo havia pedido por isso. E com o dinheiro, poderia sair do país.

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