No Capítulo anterior:
Raquel encostada a uma parede com olhar longe.
- Até que enfim Raquel! A gente estava te procurando! – Viviane aproximou-se –... O que foi?
- A mãe do Pedro falou comigo ontem... Ela disse algo que me deixou confusa!
- O que? – as duas perguntaram ao mesmo tempo.
- Ela pediu pra organizar uma jantar pra que o Pedro conhecesse meus pais!
- Como assim? – julia perguntou sem entender.
- Não sei por que, mas ela achava que eu e o Pedro tínhamos voltado! – Raquel respondeu.
- Como assim voltado? – Rebeca chegou as assustando.
Rebeca encarou Raquel. Que a olhava estática.
Julia e Viviane se entreolharam no mesmo instante. Lançaram após, um olhar fixo para Raquel.
- Raquel... Me responde! – Rebeca insistiu -... Você e o Pedro namoraram?
- Não! Quer dizer... Por um tempo sim... – respondeu meio atrapalhada.
- Como assim?... Por que não me contou? – Rebeca surpreendeu-se.
- Olha, não é o que você tá pensando... – - tentou concentrar-se porem, via ser mais difícil do que pensava explicar-se – os pais do Pedro pensam que a gente tá junto!
- Quer dizer que o Pedro ta te enganando? – Rebeca a indagou.
- Não... A verdade, é que nós fingimos sermos namorados pros pais dele!... Eu nunca te falei por que eu não queria que se preocupasse!... Mas nunca houve nada entre a gente! – afirmou, no fundo com mágoa.
- Você quer dizer pro Pedro, não é? – Rebeca lançou para Raquel um olhar instigante.
Raquel apenas desviou o olhar, aquela conversa a incomodava.
- Então agora tudo faz sentido! – Julia disse consigo mesma.
- Como assim? – Viviane a interrogou.
- Um dia a mãe do Pedro veio falar com a Rebeca. E quando eu perguntei se ela estava namorando com o Pedro ela respondeu que estavam juntos a muito tempo!
Rebeca teve um choque. Talvez, essa fosse a razão de David a acusar de traí-lo.
Pedro continuava em seu quarto. Não tinha tido a vontade de ir ao colégio. Sua mãe estava decepcionada com ele. Odiava se sentir assim. Olhou para uma garrafa vazia perto do lixo. Pensou em beber, porém, sabia que aquilo não era a solução. “Não pode tentar resolver seus problemas com a bebida, não vai te levar a nada!”. Lembrava-se das palavras de Raquel. Era estranha a falta que sentia de sua amizade. Percebia nos olhos dela que se preocupava com ele.
A porta se abriu de repente. Surpreso, Pedro observou seu pai aproximar-se.
- Não foi trabalhar hoje? – Pedro perguntou sem entender.
- Sua mãe contou o que houve! – ele o interrompeu sério.
- Eu sei... – Pedro sentou-se sobre a cama – Pode dizer!... Eu sou um idiota!... Um perdedor que não sabe de nada da vida. Deve achar que sou um ridículo.
O pai andou alguns passos com o olhar baixo. Pousou as mãos sobre a prateleira de livros.
- Não... – a voz de seu pai soou absoluta – isso só me fez ver que não conheço meu filho!
Pedro olhou confuso para aquele rosto, que pela primeira vez lhe pareceu familiar.
- Você teve que mentir - As mãos tocaram o relevo dos livros: ciências, administração... - por que eu nunca perguntei o que queria - olhou-o enfim - eu sou o fracassado filho!
O senhor apoiou as mãos sobre a escrivaninha. Os pulsos fecharam levemente.
- Mas acreditaria se eu dissesse que fiz tudo isso pensando em você?...
Pedro baixou o olhar para o chão.
- Pai... sei que não sou o filho que você queria.
O homem sorriu.
- Sei que pensa assim... E sei que a culpa é minha! - respirou fundo, levantando a cabeça - mas... Um bom filho pode perdoar um péssimo pai, não? - sorriu-lhe.
Pedro olhou-o por um momento.
- Bom, eu e sua mãe estamos te esperando pro jantar - seu pai rompeu o silêncio - pedi a empregada pra fazer o seu prato preferido: berinjela assada - parou para olhá-lo - estou certo?
- Sim pai - riu Pedro.
Observou o pai a sair pela porta, lhe dando um ultimo olhar simpático.
No sábado, Alex estava em se apartamento quando ouviu a porta bater. Era Pâmela.
- O que queria pra ter me ligado? – ela entrou apressada. Reparou que o quarto estava arrumado – está esperando alguém? – riu-se – quem é a vítima dessa vez?
- Não te interessa! – ele resolveu mudar de assunto – eu fiquei sabendo que você andou conversando com aquele milionário... É melhor eu não saber que você ta armando pelas minhas costas!– pegou no braço dela com raiva.
- Eu não tô fazendo nada! – ela exclamou se defendendo – e é melhor não ficarem me espionando!
- Não esquece que eu posso contar pro seu namorado o que você fez!
- Diz o que quiser, pouco me importa!
Pâmela mentiu para ver até onde ele chegava.
Nicole chegou ao apartamento. Surpresa deparou-se com Alex pegando sobre braço de Pâmela.
- O que você ta fazendo Alex?



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