David apoiou Rebeca em
seu braço. Aproximou-se para sentir se estava respirando. Com ela em seus braços,
estranhamente, se sentiu vivo, confiante, no entanto, culpado pelo o que tinha
acontecido, por isso, não ia deixar que nada acontecesse a ela.
Após isso, Rebeca
deitada sobre a grama, começou a ter febre. E enquanto dormia, de repente
veio-lhe a mente a queda que sofrera. Lembrou-se que chegou a ver David
puxá-la da água antes que perdesse a consciência.
Ela acordou de
sobressalto, ofegante. Quando olhou para o lado viu que havia algumas frutas. E
próximo a ela David, dormindo encostado em uma árvore. Ela chegou perto. Viu
que ele estava bastante machucado e sujo.
- David! – chamou
Rebeca aproximando-se e vendo que ele acordara.
Ela sentou-se ao lado
dele.
- Eu queria – começou
ela – te... Pedir desculpas... Eu não queria falar aquilo. Eu disse na hora da
raiva...
- Eu entendo... –
exclamou ele olhando fixamente para ela.
- Não... A culpa não é
sua David! Você salvou minha vida... Obrigada!
Pela primeira vez
Rebeca o olhou. E pela primeira vez, com gratidão.
Depois, no
acampamento, o professor conversava com as equipes de busca. O chefe da equipe
disse que eles poderiam ter se perdido muito longe da área de pesquisa. E por
isso, deveriam começar imediatamente. Após as equipes de busca saírem, o pai de
Rebeca chegou desesperado.
- Minha filha, onde
ela está? – perguntou o senhor se dirigindo ao professor.
- Calma Sr. Paulo! Eu
já mandei equipes de busca para procurá-los. Ela vai ser encontrada!
De repente o Sr. Paulo
sentiu uma forte dor. O professor ao vê-lo ficou preocupado.
- Senhor Paulo está
tudo bem? Quer que eu chame um médico?
- Não... Está tudo
bem! Nada de médicos! – respondeu o senhor rudemente.
Depois, Rebeca tentava
subir em uma árvore, quando David avistou-a.
- O que está fazendo?
– perguntou ele, estranhando vê-la naquela situação.
- Tentando pegar
comida! – disse ela, tentando subir.
- Cocos?
- É melhor do que
nada!
- Desiste Rebeca! Você nunca vai conseguir! - riu-se debochado.
- Desiste Rebeca! Você nunca vai conseguir! - riu-se debochado.
- Por quê? Porque sou
mulher? – defendeu-se orgulhosa.
- Claro! – provocou.
- Você vai ver! –
falou furiosa.
Rebeca tentou colocar
a mão no galho mais próximo, porém, ao tentar agarra-se a ele, escorregou
caindo com força sobre o chão.
- Eu não disse? –
riu-se David.
No entanto, enquanto
ele ria, um dos cocos caiu sobre sua cabeça.
- Obrigada! - disse
ela pegando o coco - vai querer? - perguntou debochada.
No acampamento, as
equipes de busca anunciavam que não os tinham encontrado. Os alunos pediram
para que o professor deixasse-os ficarem lá., mas ele não permitiu, porém,
prometeu que os manteriam informados.
David e Rebeca comiam
em volta de uma fogueira.
- Quem diria que uma
garota como você saberia se dar tão bem aqui! – disse David impressionado.
- O que quer dizer com
“uma garota como eu”? – ela o encarou, desconfiada.
- Nada! É só...
Difícil de acreditar!
- Meu pai sempre me
levava para acampar quando eu era pequena! – de repente ela baixou os olhos –
ele deve estar desesperado!
David percebeu a
tristeza nos olhos dela e se aproximou.
- Tudo bem! A gente
vai sair daqui! – sentou-se perto dela olhando em seus olhos.
- Como David? –
perguntou Rebeca, mostrando certa fragilidade que não era normal de sua
personalidade.
- Eu prometo! Eles vão
nos encontrar! - sorriu.
De repente, Rebeca se
surpreendeu ao achar em seus olhos a confiança que precisava.
- Deixa eu te levar a
um lugar? – convidou David – eu achei um lugar aqui... e eu quero te mostrar.
Ela, então, sorriu
concordando.
Guiada por David,
Rebeca entrou em uma pequena mata. Até o ver mostrar uma bela e pequena
cachoeira. Era incrível a beleza do lugar. Com a luz da lua as águas ficavam
quase como cristalinas.
- É muito lindo! – ela
titubeou olhando quase estática aquela paisagem.
- Vem! – disse David
estendendo sua mão para ela.
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AHHH NÃO ACREDITO!!!
ResponderExcluirDAVID E REBECA MAIS PRÓXIMOS!!