Rebeca desviou o rosto
de repente.
- Eu... Tenho que
ir... – disse ela distanciando-se – espero que fique bem logo!
- Rebeca... Espera! –
exclamou ele confuso.
- Tchau David! – ela
respondeu com o rosto sério ao fechar a porta.
David correu atrás
dela, no entanto, ao chegar perto da porta, sentiu uma forte dor no estômago.
Encostou-se a parede colocando a mão sobre o local da dor.
Depois, Rebeca voltava
para casa, quando deu de encontro com Pedro. Ele a abraçou forte.
- Rebeca... – disse
ele desesperado – sabia que ia te encontrar aqui! – mudou a expressão - mas o
que aconteceu? O que aquele idiota fez pra você?
- Calma Pedro! Não
aconteceu nada! Eu to bem!
- Ele devia ser
denunciado Rebeca! – gritou ele furioso distanciando-se dela.
- Não, por favor,
Pedro!...- pediu ela - A culpa não foi dele, eu é que não deveria ter me
intrometido!
- Não importa! – falou
ele virando o rosto.
- Por favor, Pedro!...
Prometa que não dirá nada!... Por mim! – pediu ela suplicante.
Ele desviou o olhar
fixo.
No dia seguinte, no
colégio, Raquel entregava os convites da festa de aniversario de Rebeca.
- Então, não percam a
festa hoje heim!... Mas só entra quem tiver um par! – falou Raquel entregando
os folhetos para as meninas.
Nicole ouvindo isso se
aproximou.
- Falando assim até
parece que tem um par! – disse cinicamente.
- É claro que eu
tenho! Eu vou convidar o David! – respondeu Raquel triunfante.
- Que pena... Ele já
me convidou! – provocou ela, porém estava mentindo – sinto muito! Acho que vai
ter que convidar outra pessoa – retirou-se com o rosto triunfante.
Raquel mal podia se
aguentar de raiva.
Viviane conversava com
Rebeca sobre a festa:
- E ai Rebeca? Está
animada pra hoje?
- Estaria, se o
presente do meu pai não fosse um mês de castigo! – disse rindo.
- O quê? Mas o que
aconteceu? – Viviane perguntou surpresa.
Rebeca parou por um
momento. Mas decidiu contar para ela.
- Eu sofri um acidente
de carro... Com o David!
- O quê? – a outra
falou assustada.
- É... Ele disputou um
raxa e para impedir, eu entrei no carro, e acabamos batendo. Eu estou bem,
graças a Deus não foi nada grave!... Mas prometa que não dirá nada! - olhou-a
fixamente.
David, já em casa,
pensava no que tinha acontecido. O jeito como Rebeca se arriscou para salvar
sua vida. Tinha lhe dito que era apenas para lhe agradecer por tê-la salvo um
dia. Porém, nos olhos dela pôde ver que havia mais do que isso. Sentia-se
culpado por tê-la machucado. Olhou a garrafa perto da escrivaninha. Pegou-a
firme com as mãos e olhou-a fixamente. “Isso quase matou ela!”. Pensou ele
fixando a garrafa. Jogou-a com violência contra a parede, que
transformou-se em um milhão de estilhaços.
Na escola, Tomás
conversava com Henrique quando Pedro chegou.
- Posso saber o que os
manés estão conversando? – disse Pedro.
- Sobre como você
ainda não conseguiu nada com a Rebeca! – provocou Tomás rindo.
- Pois fiquem sabendo
que isso tudo faz parte do meu plano! – vangloriou-se ele – A Rebeca não é
dessas, ela precisa saber que eu a respeito!... Mas vai acontecer hoje na
festa! – completou sorrindo em tom confiante.
- É isso ai! –
disseram os dois.
De repente, Raquel
chegou para falar com Tomás. Pedro e Henrique percebendo a situação saíram
rindo maliciosamente.
- E então? – perguntou
Tomas para ela, interrompendo o silêncio entre eles.
- Eu não acredito que
eu estou fazendo isso, mas... Quer ser meu par na festa? – perguntou ela séria,
fazia isso apenas por que achava que não teria par, mas o odiava.
- Ah... Eu não sei...
– falou Tomas fingindo estar magoado – o que você fez comigo...
- Ai, sabia que era
uma má ideia! – exclamou irritada.
Ela ia retirando-s
quando sentiu ela aproximar-se:
- Ei espera! Eu aceito
ser seu par na festa!... Mas por uma condição: Que aceite ficar comigo!... É
isso ou nada! – propôs ele.
Raquel estava sem
saída.
Henrique andando pelos
corredores pensava no que Tomás havia dito. “Se quiser que a Nicole caia na
sua, ignore-a!”. Tinha que convidar alguém para o baile para fazer ciúmes em
Nicole. Olhou Julia arrumando os livros no armário, se aproximou.
- Oi Julia... – disse
ele e vendo que ela se virara – eu estava pensando... Quer seu meu par na
festa?
- Eu não sabia que...
– Julia respondeu confusa.
- Quer dizer... Como
amigos! Sabe, já que você não tem par e eu também não... – disse Henrique
nervoso, temendo que ela misturasse as coisas.
- Aceito... Claro! -
ela respondeu com um sorriso simpático.
David tocava violão.
Ao chegar ao meio das notas, já não se lembrava da melodia. E sim de Rebeca.
Ela e seu rosto ao vê-lo no hospital. Pela primeira vez teve certeza, que ela
sentia o mesmo que ele.
Pegou o celular
decidido.
- Alô?... Nicole?...
Eu estava pensando sobre a festa...


Já VI QUE ESSA FESTA VAI BOMBAR!!!
ResponderExcluirÔ NICOLE INSUPORTÁVEL, sinceramente!!
As vezes dá vontade de esmurrar a tela toda vez que ela aparece!! kkkkk
próximo CAPÍTULO... LÁ VOU EU!!