Seu corpo todo
estremeceu ao vê-lo. O que David tinha vindo fazer ali? Não queria vê-lo, não
queria sequer sentir ele perto de si. A expressão no rosto dele era de surpresa
tão igual a sua. Seu corpo estava todo molhado. Ele se aproximou.
- Rebeca... – disse
ele. E sua voz soou como um suspiro de um desejo realizado.
Rebeca não conseguiu
evitar de tremer quando ele disse seu nome.
- Eu... Não entendo...
O quê está fazendo aqui? – perguntou ela. Mal conseguindo proferir as palavras.
Como que ignorando
completamente a pergunta da garota David se aproximou.
- Eu... Nem acredito
que é você... – falou ele. Seus pensamentos iam entre confusão e felicidade.
Rebeca,então, percebeu
o engano. Seu sangue congelou. Todo esse tempo havia escrito as cartas para
David!
- Não... Isso não pode
estar acontecendo! – disse finalmente ela – Não pode ser você! Não pode! –
tentou gritar, mas ao senti-lo se aproximar sua voz saiu como um sussurro.
- Eu... não consigo
parar de pensar no que aconteceu... – disse ele andando até ela – e sei que
você também não...
- O que está dizendo?
– seus pensamentos revolviam-se dentro de si.
Rebeca sentiu seu
coração bater mais forte e a cada passo que David dava em sua direção ela
recuava. Até deparar-se com a árvore. Não havia saída. David estava a um palmo
de distância.
- Eu... gosto de você
Rebeca! – ele se perdia em seus olhos.Buscando ali as palavras que precisava –
E... eu não consigo parar de pensar em você...
Rebeca se surpreendeu
ao ouvir suas palavras. Quis aproximar-se. Quis tocá-lo. Porém, lembrou-se das
palavras de Pedro. E da cena na festa. Ele só a estava usando. E provavelmente
isso tudo só fazia parte do seu plano.
- O quê acha que eu
sou? – gritou ela – Mais uma na sua lista?... – olhou-o fixamente. Expondo todo
o ódio e desprezo que sentia por ele – Eu nunca deveria ter confiado em você!!!
- Eu não entendo... –
titubeou confuso. Seus pensamentos começaram a turvar-se.
- Isso foi tudo um
engano David! Eu nunca escrevi as cartas para você! – quis que ele senti-se a
mesma dor que provocou – ...Elas eram para o Pedro!
- Pedro?
De repente, David
sentiu uma enorme fúria revoltar-se. Aproximou-se do rosto de Rebeca
irado
– Claro! – disse
fixando os olhos em um ponto – Como eu fui idiota... eu já devia saber que é
daquele imbecil que você gosta!
- Como tem coragem de
falar dele depois de tudo o que fez? – gritou ela surpresa com
a arrogância dele.
- O quê? – David disse
sem saber do que Rebeca o acusava.
- Ele me contou!Você
só estava me usando pra ganhar uma aposta idiota!
David apoiou o braço
perto dela e encarou-a.
- É isso mesmo que
acha de mim?... – a expressão em seu rosto mudou – Acho que me enganei... Isso
foi um erro! – sentiu ódio de si mesmo por ter-se permitido sentir algo por
Rebeca.
- Acha mesmo que eu
poderia me apaixonar por um cara tão egocêntrico e desprezível como você? –
disse ela e sua voz soava com ódio – Todo o seu egoísmo e desprezo pelos
sentimentos dos outros... só me fizeram pensar que você é a última pessoa no
mundo que eu poderia pensar em me apaixonar!!
Fez se um grande
silêncio. Só se pôde ouvir o som da chuva que caia. Os dois se olharam.
David aproximou-se do
seu rosto. Rebeca sentiu sua respiração ofegante. E não pôde evitar que ele
aproxima-se seus lábios dos seus. Ela o olhou nos olhos.
-
Me desculpa .. – David disse a um passo de sua boca. Se distanciou –
por ter te feito perder o seu tempo! – e se retirou.
Após David sair,
Rebeca trêmula encostou-se a árvore. Permitiu que sua lágrima caísse junto a
gota da chuva. Ainda sentindo como se ele estivesse ali.
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GENTE QUE CENA ESSA DA REBECA E DO DAVID...
ResponderExcluirMELHOR NÃO PODERIA SER!!!