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The Reason - Segunda temporada: Capítulo 61



No capítulo anterior:
- Mas se ele te ama, tenho certeza que acreditou quando disse a verdade a ele! – assegurou-se a empregada.
- Eu não disse a verdade a ele! – sorriu maliciosa – se é isso o que ele pensa, eu não me importo, e ainda confirmei as suspeitas dele!
- Rebeca! O que estava pensando? – Suzana repreendeu-a surpresa.
- Nada do que eu disse vai ferir mais do que ele me feriu! – exclamou magoada –... Mas ele vai me pagar!
Os olhos dela brilharam mais naquele momento.



“David você ficou maluco?”. A face espantada de Sheyla o encarava naquele momento. Ela estava no apartamento quando ele havia batido transtornado. Contou tudo que tinha acontecido entre ele e Rebeca, e a verdade que tinha descoberto.
- Não... – Sheyla cerrou os olhos em confusão – eu não posso acreditar que a Rebeca tenha feito algo assim! Ela nunca te traíria!
- Mas é a verdade! – ele andava inquietante pelo apartamento.
- Isso só pode ser um engano David! Ela te ama! Eu sei disso! – ela afirmou veemente, incrédula pelos pensamentos dele.
- A mãe do Pedro foi quem disse que eles estavam juntos há muito tempo! Acha que ela pode ter se enganado? – enfatizou ele com dureza.
Realmente, pensou Sheyla, as provas de David pareciam ser incontestáveis. Mas não podia acreditar. David não havia visto o que ela viu. Rebeca desesperada. Abraçada as mãos dele no hospital, sem sequer sair por um segundo de seu lado.
No entanto, não podia contar a ele isso, pois sabia que Pamela ainda o procurava e se acaso ela soubesse, poderia revelar o segredo que Sheyla mantinha.
David, então, pegando a jaqueta que estava sobre a poltrona, saiu rapidamente sem dizer pra onde ia.
Em sua moto, já na estrada, chegou à velha montanha. Aonde sempre ia quando queria se isolar do mundo. A chuva já havia parado há algum tempo. Como as estrelas pareciam maiores ali de cima. Lembrou-se então, do dia que Rebeca estivera ali. Depois que ela o aceitara. O que sentiam parecia durar pra sempre. Como era difícil pensar que tudo era uma mentira. Que quando estava com ele, na verdade estava pensando em Pedro.
Cerrou os pulsos fortemente. Que fosse assim. Era melhor. Pois sabendo que Rebeca nunca o havia amado, seria mais fácil para ficar distante dela.
No dia seguinte, Rebeca chegava ao colégio, quando Pedro a alcançou.
- Rebeca eu te liguei ontem, mas você não me retornou... – aproximou esbaforido. Estava preocupado.
- Esta tudo bem, não aconteceu nada! – ela sorriu, brincando com a preocupação dele.
- O que aquele idiota fez pra você? – franziu o cenho visivelmente irritado.
Rebeca desviou o olhar incomodada.
- Podemos não falar nele? – pediu em um tom sério.
Enquanto isso, Nicole veio até Tomas no refeitório.
- Eu vi o seu truque ontem... – ela insinuou maliciosa – parabéns! Dá pra ver que tem mais que vento nessa sua cabeça!
- Fala baixo Nicole! – pegou-a pelo braço e calmamente levou-a pra um lugar mais longe – se a Raquel fica sabendo ela me mata! - exibiu o rosto convencido – eu tive que bancar o preocupado com ela, e manter a distancia pra ela pensar que eu sou educado!
- Bem, quero ver se você cumpri com o que prometeu! Ou vai ter que dançar só de cueca na festa de formatura! – ela riu irônica. Ela saia quando se deteve de repente – e é melhor tomar cuidado com o Pedro!
- Como assim? Ele tá afim da Rebeca e você sabe! – exclamou sem compreender o comentário dela.
- É! Mas não se esqueça que a Raquel é louca por ele! – saiu por fim. Rindo consigo mesma. Deixando Tomás intrigado.
Talvez Pedro fosse um obstáculo. Pensou ele.
Na aula, a professora de artes explicava sobre a nova peça que seria feita na escola:
- Iremos fazer esse ano, a pedido do diretor, uma peça para comemorarmos o nascimento do teatro. A peça é de minha autoria, então, espero a colaboração de todos os alunos! – falava com enorme orgulho de si própria – a peça conta a historia de um príncipe que esta prestes a se casar com uma princesa de sua classe social, quando se apaixona por uma cigana... É a respeito da luta de classes do período medieval...
Todas as meninas ficaram animadíssimas com a historia. Ouviram então alguém bater a porta da classe fortemente. Quando a professora abriu, David apareceu. Estava muito atrasado. Sentou-se rápido na carteira, sem sequer olhar para Rebeca.
Ela sentiu um enorme ódio dentro dela ao vê-lo.
- Então... – continuou a professora após ter sido interrompida – espero todos vocês depois no auditório para os testes de papeis! A estreia será essa sexta, então não temos muito tempo! – avisou ela afobada.
O sinal bateu aturdido. Julia animada, logo se virou para Rebeca e Raquel que estavam perto.
- Então, vocês vão participar? – perguntou as encarando.
- Bem, eu vou ficar nos bastidores cuidando dos figurinos! – falou Raquel orgulhosa.
- E você Rebeca? – olhou-a firme, a espera de resposta. Percebeu, porém, que a outra continuava a olhar algo fixamente  – ...Rebeca?
Rebeca, então, avistou os olhos de Julia sobre ela. Assustou-se como saindo de um transe. 
- O que Julia? – tentou retratar-se sem jeito.
- Eu perguntei se você vai participar da peça! – repetiu a outra.
Rebeca observou David saindo da sala quando a professora o barrou.
- David, o diretor me informou que vai ser voluntario como ajudante no teatro! – perguntou a professora.
- O que? – ele surpreendeu-se.
- Você sabe que vai ter que fazer trabalhos extracurriculares, não é? – interrogou-o olhando-o fixamente. David ficou sem palavras – te vejo no auditório então! Ok?
A professora saiu apressada.
Rebeca sorriu pensativa após ver essa cena. Essa era a oportunidade perfeita! Desviou o olhar para Julia que ainda esperava sua resposta. 
- Quer saber?...Acho que vou! – afirmou exibindo um sorrido malicioso.

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