E aíi meus weblovers, como estão indo?? Preparados para o mês
de halloween? Eu sei que, se considerarmos os bruxos e bruxas que enfrentamos durante
o ano todo, essa data pode não parece tão especial, mas se pensarmos bem, é o dia
em que, por baixo daquelas máscaras e fantasias de monstros e vampiros, temos a
oportunidade de mostrar um lado nosso nunca visto. Mas não escolhi o tema do
disfarce à toa, já que a trama de hoje não somente é um exemplo de algo que se mascara,
como ela possui um grande truque, desenvolvido e utilizado com o único objetivo
de te enganar.
E se até agora você pensava que essa era uma boa obra, saiba
que ele deu certo!
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| Autor: Hugo Martins Ano: 2018 |
Começamos com um acidente. Jade fugia de seu casamento em um
monomotor quando cai na pequena e reclusa fazenda de Licurgo. E é a partir
desse encontro que toda a narrativa se desenvolve. Acontece, que não é somente
a personagem que cai em um mundo desconhecido, mas o leitor também, no entanto,
a trama não se preocupa em nenhum momento em dar qualquer tipo de ambientação para
inseri-lo naquele mundo. Logo, nos vemos cercados de monstros ferozes e
soluções mágicas e guerras e segredos familiares e curas e grilos sem sequer
ter ideia de como aquilo veio a ocorrer.
É como se estivéssemos todos jogando uno na sala, quando de
repente, os móveis do recinto começassem a voar ao nosso redor, mas ao invés de
assustados, todos permanecessem de olho no jogo! E se você pensa que, ver bestas
ferozes invadirem a cozinha, fará Jade ficar curiosa sobre o que raios está acontecendo,
está enganado. Aparentemente, para ela, monstros e pós mágicos são tão normais
quanto a Myley Cyrus voltar com o Liam Hemsworht!
Sério, nem sequer um momento, ela pensa em questionar
Licurgo sobre o que está acontecendo, mas aceita tudo como se já conhecesse anteriormente.
E isso, além de deixar o leitor ainda mais confuso, acaba tornando os personagens
distantes e incompreensíveis. Não conseguimos entender suas motivações e relações
um com o outro, também porque suas personalidades nunca são desenhadas para
nós. Não sabemos quem são, ou qualquer traço de personalidade, somente conhecemos
o passado deles.
E essa falta de carisma não é exclusiva dos envolvidos na
história não, mas no que considero o grande erro desta narrativa: seu narrador.
Um narrador, nada mais é do que aquele que narra, ou seja, aquele que conta a que
está acontecendo. E vocês já pararam pra pensar que ele possui uma
personalidade também? Sim, ele pode ser de diversas maneiras: alguém que sabe
tudo o que acontece, alguém que está distante da situação, alguém que opina, um
doutor, um caipira, etc...
E o problema com o narrador de “incognoscível”, é o seu tom extremamente
robótico, quando descreve as cenas com a mesma vitalidade que a voz do google tradutor
explicando sobre a fabricação do plástico!
Como neste trecho em que ele tenta, falhando miseravelmente,
dar um tom de mistério e suspense a essa cena de conflito:
Licurgo acorda e percebe que está amarrado. Ele retira um pequeno
canivete que tem no bolso e corta a corda.
Da janela, ele observa Jade entrar na caminhonete e tentar ligar o
carro.
A chave entra na ignição, mas não gira. Jade entra em desespero.
Licurgo aparece na frente da caminhonete. Em sua mão direita, está uma
chave que ele segura na altura da cabeça.
Jade aponta a faca ameaçando.
Licurgo se aproxima da janela do motorista e joga a chave no colo dela.
Em nenhum momento. Se sente. Qualquer
tipo de suspense. Ou o tal desespero. Que o autor quer que sintamos. Bip-Bip!
Em outros momentos, o narrador toma tons informais e intrusivos,
dando sua opinião completamente do nada, mas que de nenhuma forma aproximam o
leitor dele, apenas deixa o texto soando completamente infantil!
Mas nada é tão desastroso quanto a estrutura dessa web! Pois
literalmente TUDO nela, parecer não levar a NADA! Vejamos, Jade é estuprada e
acaba contraindo o hiv, o que faz com que ela fuja de seu casamento em um avião
e acabe caindo na fazendo de Licurgo. Mas assim que ela volta da fazenda, todos
os problemas que ela tinha anteriormente simplesmente não importam mais,
fazendo com que toda essa construção dramática pareça inútil.

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Notas DIGG TV
1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2. As opiniões expressas nessa coluna não refletem necessariamente as da DIGG TV. Elas são de total responsabilidade do autor.
3. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
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