7 de julho de 2020

ADOROWEB - A CESAREIA: O QUE PODEMOS APRENDER COM ELA?



Oláá, como están meus weblovers queridos? É, parece que os nervos tem estado um pouco exaltados nesta quarentena, tendo em vista os comentários na minha última crítica que, inclusive, ficou mara; mas, pelo visto nem todos curtiram. Neste caso, o autor da web, quem poderia imaginar, não é mesmo? Eu não sei vocês, mas eu sempre fico triste ao decepcionar um autor. Eu até pedi para que ele me explicasse o seu enredo, a motivação dos seus personagens, talvez, eu, na minha ingenuidade, não tivesse conseguido compreender a profundidade daquela obra-prima. Porém, eis o que recebi: 

"Se fode sua puta"

Acho que ele estava muito magoado para poder falar, uma pena!

É por isso então que resolvi lançar a campanha: "LAZARO, SAIA PARA FORA, (levando em conta o interesse dele por Jesus Cristo), na esperança de que enfim ele me responda, a sua estrutura de enredo e a motivação dos seus personagens. Então, se você for o Lazaro ou alguém que o conheça, peço que ouça meu clamor! Estarei esperando, ansiosamente, afinal, "A verdade os libertará", certo amiguinhos? 
Mas sem mais delongas, vamos a web de hoje?

Autor(a): Samuel Brito
Ano: 2020
E para isso, vamos rebobinar um pouquinho, bem antes do nosso amigo Lazaro e de Jesus Cristo, em Atenas, na Grécia antiga. Aquiles e Apolo são dois irmãos que após retornar de uma viagem, deparam-se com a triste notícia da morte dos pais, e eis que no lugar de suas terras encontra-se o novo teatro feito em homenagem ao rei. Desolados, eles se veem sem casa ou família. Acontece que, o teatro é misteriosamente incendiado, levando os dois a serem os principais suspeitos. No entanto, enquanto Apolo é poupado, Aquiles é levado a masmorra, mas jurando vingar-se de todos o que deixaram ali. Sim, de fato, temos uma boa sinopse. Agora, o problema, é a história se desenvolver na mesma rapidez que ela!

E aqui chegamos ao primeiro problema de "A CESAREIA": seu ritmo! Algo que devemos entender em literatura, é que desenvolver ações de forma rápida, nunca é sinônimo certo de bom ritmo. Ritmo nada mais é que aquilo que se move conforme um certo padrão, seguindo um equilíbrio entre, a ação e o desenvolvimento dela, ou seja, antes de acontecer uma cena, deve-se haver uma construção para que ela pareça plausível e eficiente em despertar no leitor o sentimento que o autor deseja.

Vejamos, o grande tema da narrativa é a vingança de Aquiles. Nosso trabalho portanto, é ter certeza que o leitor simpatize com o personagem, certo? Pois se o leitor não se importar com Aquiles não torcerá para que ele consiga a vingança que pretende.
Mas, infelizmente, é exatamente isso que acaba acontecendo aqui pois, devido à rapidez do enredo, o personagem sequer nos é apresentado. O que sabemos sobre ele? Apenas que é um comerciante. Seus sonhos, desejos, interesses, até mesmo personalidade, são completamente inexistentes para a audiência. O que ocorre então é um afastamento emocional entre a mesma e o personagem.

E se temos uma vingança temos que ter uma injustiça. E sim, os pais dele são mortos, e ele perde suas terras, mas tudo acontece de forma tão rápida novamente e o personagem, que ainda é um estranho para nós, reage de forma tão rasa, que nada parece afetar o sentimento do leitor. Sem falar no julgamento do povo ao prender Aquiles que, acontece sem motivo aparente, e não consegue deixar de soar superficial.

Mas nenhum erro é tão fatal nesta trama quanto seu enredo. Ele simplesmente não sabe onde focar. Em se tratando da saga de Aquiles, é obvio qual deveria ser o centro dos acontecimentos na trama, mas, acreditem ou não, o protagonista quase não aparece na história! Ao invés de mostrar seus sofrimentos dentro da masmorra, por exemplo, fazendo com o que o leitor sentisse por ele, o autor escolhe mostrar as subtramas, e assim, ele acaba por humanizar os adversários de Aquiles, ao passo que o condena ao esquecimento e à apatia.

Quando o mocinho finalmente sai da prisão, então, pedindo por vingança, encontra um leitor indiferente e alheio à suas motivações. Um verdadeiro desastre infeliz se levarmos em conta a proposta central da série.

E ao passo que temos um mocinho apático, temos um vilão confuso. Apolo nunca deixa clara suas motivações. Diz amar o irmão, mas nunca, em nenhum momento quis saber do seu paradeiro, sequer se estava vivo; E o plano final, simplesmente não convence, pois tudo o que levou Apolo ao reinado e à vingança, excetuando por Urias, foi completamente arbitrário: o julgamento do povo, o salvamento da princesa e a preferência da Sra Martine por ele estavam completamente fora de seu controle.

Ao final, quando há o grande encontro entre os irmãos, não há a sensação de clímax, mas a indiferença completa de um leitor que foi exposto à submatas inexpressivas, como a de Melina, que terminou sem resolução convincente, à personagens rasos e confusos e à uma vingança que de tão sem importância somente o protagonista ainda lembrava.

A novela tem sim seus bons aspectos, o autor demonstra saber entrelaçar as subtramas muito bem, dando aos personagens conflitos internos interessantes, o melhor deles Agatha e Heros, sendo o último, o único que teve um bom desenvolvimento. A ambientação histórica também foi dada sem um texto didático cheio de explicações, mas ocorre naturalmente, algo difícil e ao que devo dar os parabéns, sem contar no drama central que tinha uma boa promessa dramática, uma pena, não ter sido aproveitada.

Creio, enfim, que esta história cometeu o erro de guardar-se para si. É claro ver pelo tema, e por toda a narrativa, a grandiosidade que o escritor imaginara ao conceber sua ideia, mas que não foi posta para fora, em nenhum momento. Escrever é transpôr a ideia de sua mente para o mundo real, e quão mais exata a imagem é ao original, melhor escritor você é.

E isso significa que eu poderia muito bem ter sentido o sofrimento de Aquiles nas masmorras frias, mas eu não soube sequer se elas eram frias; me colocar em conflito com Apolo, se eu tivesse sabido que conflitos ele tinha; e ter a emoção do triunfo do novo Cezar ao tomar a cidade, se eu tivesse me visto ali, em meio ao povo de Atenas. 

É isso pe-pe-ssoal! Espero que tenham gostado! Obrigada por todas as sugestões e aguardo vocês para uma próxima! E não esqueçam de fazer a campanha bombar hein! #Lazarosaiaparafora! Beijoo e bye bye!
 


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Notas DIGG TV

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14 comentários:

  1. Érika dessa vez você vai achar que todos os anônimos são o Lázaro como na última crítica ?

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  2. Crítica fraca como quem fez. Se fode, sua puta. Aprende a ter um texto decente e vá tomar no cu

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  3. Oi esquizofrênica. Sai desse mundo onde todas as pessoas se chamam Lázaro e vai se tratar, querida. ��

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  4. Olá!
    Se possível faça a crítica de Ruínas, do Megapro! ;)

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  5. Olá, Érika. Sou o autor de A Cesareia e adorei a sua crítica, e olha que já tive um certo receio contigo que já não vale comentar. Por fim, reconheço todos os erros apontados, realmente estava bem apressado, pois tinha muita coisa na minha cabeça e decidi acelerar o ritmo, claro que a minha inexperiência também possa ter contribuído para tal erro. Obrigado pela crítica e espero que você continue escrevendo críticas tão construtivas como essa. É isso! Um beijo s2

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    1. Olá, Samuel, fico muito feliz com o seu comentário, humildade e maturidade é raro hoje em dia, por isso, parabéns!
      Não tenho mais nada a acrescentar, além do apontado na critica, somente meu desejo de que continue a se aprimorar, pois tenho certeza que assim vai construir ótimas narrativas no futuro!
      É o meu propósito ao final em todas aa minhas críticas, que os autores evoluam, seja com incentivo, seja com palavras fortes, este sempre será meu intento.
      Beijo. 🥰😘

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  6. CRITICA TINA A FEIA DO TVSTAR ESTORIA FRACA

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  7. CRITICA PECADO FATAL TB VALE A PENA COMCERTEZA.É JM REMAKE

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