Eu espalho o
ódio. Minhas palavras são cheias de raiva, caçoo sem piedade, pois me acho
superior e meu propósito é destruir a vontade dos autores de escrever. Bom,
pelo menos é isso que você já deve ter ouvido sobre mim, estou certa? Não
importa se nunca leu uma crítica minha, você instantaneamente sabe que eu sou o
diabo! Mas não pense que estou aqui para mudar sua mente, não, ao invés, para propôr
um desafio: examinarmos juntos todas essas alegações em busca de descobrirmos
se elas são verdadeiras ou não.
Afinal, todo
aquele que sofre de uma acusação tem o direito de um julgamento e uma defesa.
Se no fim, você ainda me considerar uma megera filhote de satanás, tudo bem,
mas que ao menos seja baseado em fatos!
Toda a
acusação tem por base um ato, ou seja, eu devo ter feito algo para meus
acusadores. Mas primeiro, vamos avaliar o que eu faço. Bem, o ADOROWEB é uma
coluna de críticas de história virtuais, ou seja, basicamente, meu trabalho é
ler uma obra e dizer o que achei dela, simples assim. E é isso o que de fato
acontece, em nenhum dos meus artigos você verá qualquer comentário sobre o
autor da obra, ou qualquer coisa em relação a ele, apenas e tão somente minha
opinião sobre a obra em si.
Bem, “e qual
é o problema nisso?”, alguns podem se perguntar, nenhum, a não ser, dizem, pela
maneira como me expresso que, como afirmam, promove o ódio. Mas aqui vem um
terrível engano, quando confundem a ironia, o sarcasmo e o tom enfático com
“ódio”. Vejam, quando uso o termo “enredo inútil”, não estou xingando ou
insultando a obra, mas alegando que as cenas foram tão desalinhadas e sem propósito
que no fim o enredo não serviu para nada. Da mesma forma, ao usar a expressão
“lixeratura”, não estou destilando uma raiva contra quem seja, mas classificando
as obras que sofrem da falta das características básicas para ser configurada
como literatura.
Assim, não
se trata de odiar qualquer autor, eu sequer conheço a maioria, mas somente usar
as palavras precisas para nomear uma situação. Ora, se leio uma obra sobre os
anos 70 em que os personagens de repente usam o Instagram (!!), minhas palavras
devem refletir o meu abismamento em encontrar algo tão infantil e absurdo que
ultrapassa a compreensão humana; qualquer outra expressão mais leve, não
conseguiria exprimir o quão longe de uma boa literatura isso é. Levando em
conta também, a proposta da coluna de ter uma linguagem solta e divertida.
Agora, ao
repararmos nos comentários que recebo, veremos que muitos escritores, mesmo
tendo recebido notas baixas com uma crítica cheia de sarcasmo e “palavras
fortes”, não se escandalizaram, mas riram de seus tropeços e agradeceram a
review, o que nos leva á constatação de que não é sobre as palavras que
utilizo, eu podia muito bem dizer: “essa história é boa pra Cara@#$!”, que eles
não iam se importar em nada, aliás, a maioria deles, escrevem narrativas com
linguagem bem pesada e cenas de sexo explícitas; E nem se trata de receber uma
má avaliação, pois muitos não ligaram, mas de um grupo pequeno de descontentes
que não conseguem aceitar o fato de eu não ter gostado da história deles.
O problema é
o terror que sentem da crítica, enxergando nela, não uma indicação de algo
errado que deve e pode ser concertado, e uma oportunidade para evoluir, mas uma
afirmação sobre a sua auto estima que tem o poder para sentenciá-los para
sempre, assim, ao ouvir “sua história é ruim”, eles automaticamente ouvem “você
é ruim”. É claro contatarmos então, que não tem nada a ver com a obra, mas com
o ego pessoal.
Isso ocorre
pela insegurança, um estado em que nos sentimos tão incertos sobre quem somos e
nossas qualidades que, quaisquer palavras que indiquem um traço inadequado em
nós, agem como um sopro em um castelo de cartas. Ameaçado em seu lado pessoal, o
indivíduo transmite isso para o outro, acreditando que suas motivações também
são pessoais, pois ele não consegue separar seu ego de todo o processo. Desta
forma, o crítico somente critica porque o persegue ou tem algo contra ele e não
porque simplesmente não acha sua história boa.
Mas para provar a minha tese, neste julgamento, utilizarei mais do que palavras, mas a prova cabal de como esse processo acontece na prática: O CASO LAZARO.
Mas para provar a minha tese, neste julgamento, utilizarei mais do que palavras, mas a prova cabal de como esse processo acontece na prática: O CASO LAZARO.

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Notas DIGG TV
1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2. As opiniões expressas nessa coluna não refletem necessariamente as da DIGGTV. Elas são de total responsabilidade do autor.
3. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
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O link da parte 2 não está funcionando
ResponderExcluirOps, veja agora, já concertei! 👍😘
ExcluirAgora foi kkk
ExcluirAí sim! 😍✌
ExcluirQue mulher doida do caralho, vai pro hospício!
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