Oláá, meus weblovers queridos,
como vão vocês? E imagino que se
perguntando ONDAFUCK EU ESTAVA NESSES VINTE DIAS, CERTO? Mas, para minha
infelicidade, não foi desta vez que Chris Hemsworth percebeu que sou a mulher
da vida dele e me raptou para uma ilha no caribe, na verdade, como vida de crítica não é fácil, a culpa foi mesmo da história de hoje com mais de
300 páginas!
Sim,
é
muito pra
falar, então,
pra economizar espaço, bora pra crítica?
![]() |
Felipe Lima |
Poderoso,
não é? E os capítulos bíblicos não nos dão mais do que a ascensão de Debora e sua vitória sobre os inimigos; nos
levando a constatar o enorme poder de imaginação do autor, que tirou deles diversas
histórias
e dramas. Baseando-se em uma saga forte como essa, e adicionando personagens
com problemas distintos e cenas de ação bem feitas, esta trama tinha tudo
para ser épica!
O que aconteceu, então, para que ela se transforma-se em uma obra mais esquecível que o namoro do
Luciano Huck com a Eliana, é o tema deste artigo.
Hoje
iremos conhecer os 3 GRANDES ERROS da saga de herói. Mas antes, o que é um herói? Nada mais que o
mocinho, aquele que começa a narrativa com um sonho ou objetivo e deve enfrentar
diversos obstáculos
para alcançá-lo,
no caso, a nossa protagonista Débora.
E
aí
é que está: o que Débora quer? O que deseja?
Sabemos que ela demonstra interesse por Deus e suas leis, mas de fato, tudo o
que sabemos sobre ela são algumas características psicológicas, mas, em nenhum
momento, elas se conectam á um sonho ou intento.
No
enredo heróico,
o personagem principal é o responsável por ser o centro de todas as ações do enredo, e o modo
pelo qual fazemos isso é lhe dando um objetivo. Para Alice, era encontrar o coelho,
para Harry potter era enfrentar seus medos, enfim, seja externa ou interna, é necessário que haja uma motivação para o personagem, pois
ao contrário,
a audiência
não irá se sentir compelida a
torcer por ele, afinal, não há nada pelo o que torcer.
E
isso, infelizmente, é o que acaba acontecendo com nossa mocinha que, apenas reage
as situações a
todo o momento, nunca as moldando conforme sua vontade. Ela lidera Israel para
a libertação,
porém, a
ação representa apenas uma
ordem partindo de Deus e não um desejo expresso do seu coração, e assim, o grande ato
da personagem soa somente como a realização robótica de um comando. Não há complexidades ou
sentimentos que a tornem única, aliás, seus pensamentos estão sempre longes do público, que nunca tem a
chance de se aproximar da principal realmente.
Mas
Débora não é a única que sofre desse
problemas, na verdade, todos os personagens passam pela mesma apatia, apenas
que, com eles ocorrem um erro distinto: ao invés de lhes faltarem desejos,
lhes faltam os porquês. Sim, entendemos que Baraque quer um tesouro e que Sísera deseja ser capitão, mas algo que devemos
compreender é que,
o modo pelo o qual o leitor conhece um personagem não é pela sua ação, mas pelo seu porque.
Você passa pela rua todos os
dias, e sempre encontra aquela velha senhora dando comida aos pombos. Bem, a única coisa que você pode tirar dali é que é uma senhora dando comida
aos bichos, porque é tudo o que os seus olhos permitem adivinhar ,e assim, você não consegue dizer que a
conhece, ela pode até parecer meio estranha; agora, se você descobrir que ela dá comida aos animais, devido
a sua enorme solidão pela perda de toda a sua família em um acidente, imediatamente você entenderá seu ato, e passará a olhá-la com compaixão. Da mesma forma é em literatura.

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Notas DIGG TV
1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
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