No dia seguinte, no
colégio:
- Então, Rebeca o que
o seu pai disse? – perguntou Raquel se aproximando.
- Disse que estou de
castigo por duas semanas! E a sua mãe?
- Ela disse que vai
suspender meu cartão de crédito!... Mas não importa, o que importa é que eu vou
sair com o David hoje, mal posso esperar! – disse cheia de entusiasmo.
- Bem, boa sorte! Eu
vou ficar em casa estudando pra prova mesmo.
À tarde em casa,
Rebeca estava estudando quando seu celular tocou.
- Alô?
- Oi amiga, você não
vai acreditar! – exclamou Raquel quase gritando – O David me pediu pra convidar
alguém pro amigo dele, então...
- Ah! Nem pensar de
encontros duplos Raquel! E também, eu estou de castigo, lembra? - respondeu sem
entusiasmo.
- Mas, e se eu disser
que é com o... PEDRO?
- O quê? – quase não
acreditando no que estava ouvindo – É claro que vou!... Mas, como eu vou sair?
Eu estou de castigo.
- Sai escondido.
- Não posso! Sabe que
eu odeio mentir para o meu pai!
- Mas pensa só, é por
uma boa causa, pode ser que você nunca mais tenha essa chance de novo!
Rebeca então colocou
travesseiros em sua cama, para parecer que era ela dormindo, e saiu pela
janela.
Chegando a casa de
Raquel, elas se arrumaram a tarde inteira para o encontro. Até que ouviram o
barulho do carro chegando. Raquel foi a primeira a sair.
- Nossa, que linda! –
disse David se aproximando – E então, que garota você arrumou?
David, então, se
surpreendeu ao ver Rebeca. Estava linda, como nunca a tinha visto antes.
- Rebeca? - ele a
examinou sério, porém, estático.
- Minha amiga me
convidou! – ela respondeu com altivez.
- Oi Rebeca, você está
linda! – falou Pedro vindo até ela.
Nessa hora o coração
de Rebeca quase congelou.
- O... O... Obrigada!
– disse tremendo, sentia-se paralisada.
Depois, no cinema,
Rebeca queria assistir uma comédia, e Raquel um romance.
- Então porque você e
o Pedro não assistem a comédia e a gente o romance? – sugeriu Raquel,
propositalmente.
- Pode ser! – resultou
Pedro.
Rebeca e Pedro então
foram em direção a sala. Raquel piscou de leve pra sua amiga que respondeu
timidamente.
- Por que a gente não
assiste essa comédia? – falou David vendo os dois saírem.
- Espera! A gente tem
que os deixar ficarem sozinhos pra se conhecerem! – disse Raquel pegando em seu
braço. – Vem David! - puxou-o, já que ele não parava de olhar na mesma direção.
Entrando na sala do
cinema, David disse que ia comprar algo e saiu.
- Mas a gente já tem
pipoca! – gritou Raquel sem entender – David! Espera!
Enquanto isso na sala de cinema, Rebeca sentou-se junto a Pedro timidamente. Mal podia acreditar que finalmente depois de anos sonhando estava ali com ele. De repente, sentiu-se tremer ao sentir a mão dele sobre a sua. Ele se aproximou do seu rosto pretendendo beijá-la. Ela então fechou os olhos.
Enquanto isso na sala de cinema, Rebeca sentou-se junto a Pedro timidamente. Mal podia acreditar que finalmente depois de anos sonhando estava ali com ele. De repente, sentiu-se tremer ao sentir a mão dele sobre a sua. Ele se aproximou do seu rosto pretendendo beijá-la. Ela então fechou os olhos.
- E ai gente?
- David? – disseram os
dois ao mesmo tempo.
- O que você está
fazendo aqui? – Rebeca o encarou furiosa.
- É... Vim saber se
vocês não querem pipoca! - falou David apontando o pote a eles.
- Não, obrigada! Agora
sai! – respondeu ela.
- Ah! Mas eu adoro
comédia! – provocou ele.
- Já chega! Sai daqui
David! – gritou Rebeca, levantando-se.
As pessoas furiosas começaram
a gritar para eles se calarem e milhares de pipocas foram arremessadas nos
dois.
De repente, a
lanterninha do cinema obrigou os dois a saírem da sala. Rebeca, então, com
raiva pegou o pote de pipoca.
- Quer saber David?
Toma aqui a sua pipoca! – e derrubou tudo em cima dele.
Na saída da sala,
David foi atrás de Rebeca:
- Rebeca... Espera! -
apressou-se mais para alcançá-la - espera!
- O que é David? –
ela virou-se com força o encarando com raiva.
Ao ver os olhos dela o
fixando com ódio ele não pôde evitar abalar-se.
- Eu... Não queria...
- Você estragou tudo
David! Eu paguei o maior mico da minha vida! Ele nunca mais vai querer falar
comigo... – disse ela, enquanto uma pequena lagrima ameaçava cair.
Ela retirou-se
rapidamente antes que ele pudesse dizer qualquer coisa.
David nunca a tinha
visto tão frágil. E talvez nunca tão, desejável.
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