Heloo meus weblovers, como estão indo? Espero que ótimos! E prontos
para a temporada de seca que está vindo por aí! Sim, a maravilhosa época em que,
falta água nos reservatórios, mas sobra até a parede da sua casa! Aii, como não
amar esse país não é mesmo? Engraçado que há anos sofremos com enchentes todo
verão, coisa que em lugares mais desenvolvidos as pessoas sequer sonham, mas
parece que o problema realmente é sobre o “acesso ao cinema brasileiro”. Bom,
eu não sou uma expert - como um estudante do enem por exemplo - mas acredito
que para facilitar a entrada de muitos brasileiros aos cinemas, uma boa ação pra
começar seria, quem sabe, eles não precisarem de um barco pra chegar até lá! Bom,
mas vamos a critica de hoje né, afinal, não somos nós os únicos a enfrentar
problemas, mas também, uma pequena cidade chamada “Overland”.
![]() |
| Autor(a): Rick Novack Ano: 2019 |
Mas diferente de defeitos estruturais, sua grande questão
está em seus habitantes: jovens como Cole que, há anos não vê o pai que fora
preso, mas nutre por ele um ódio imenso, até o dia em que o mesmo é liberto e
decido voltar para casa. Junto a Cole, vários outros adolescentes vivem seus
dramas, paixões e até mesmo mistérios.
Tá, conseguimos ver aqui claramente a proposta do autor: uma
série adolescente com tom sombrio, cheia de ação, suspense e romance sensual,
clássica ao estilo “riverdale” ou outras sitcons “teen dark”. Isso é o que ele
queria, mas será que ele alcançou o seu objetivo?
Precisamos entender que muitas vezes o que é imaginado por
nós como escritores, falha em ser transmitido para a audiência, pois isso
demanda talento, o que chamamos de arte da escrita. Assim, podemos pensar mil
coisas sobre nossa história, mas o que de fato está nas linhas e letras é o que
conta.
Por isso, hoje farei algo diferente: usarei o objetivo da
obra como base e compararei o que deveria ter sido feito para alcançá-lo com o
que de fato o autor fez, e assim, encontraremos a resposta para a pergunta
inicial. Preparados?
Bom, começaremos com o enredo. Para que ele seja envolvente,
é preciso primeiro que ele nos dê um tema central, ou seja, um grande drama ou
mistério no qual todos os acontecimentos girem em torno ou levem para desenvolvimento
dele, assim o público é pego de inicio e não consegue se desligar da narrativa.
No entanto, em “Overland”, os acontecimentos demoram muito
para se desenvolver. Estamos no capítulo 3 e ainda não sabemos pelo o que
torcer ou esperar da história. E isso é péssimo, pois não capta a atenção da audiência
para o que está por vir. O texto também perde muito tempo com subtramas que
nada acrescentam ou desenvolvem como o ciclo interminável de Ashyley, Megan e
brian que tudo o que fazem é brigar entre si durante todo o enredo, ou a monstruosidade
do bloco de Grace, por exemplo, em que a única coisas que fazia era, pasmem!,
depilar pessoas, isso, sem motivo ou graça nenhuma, claro.
O que nos leva aos personagens, pois a série nos soca tantos
goela abaixo que imagina-se que todos sejam carismáticos e cativantes, principalmente
em uma história dark em que, muitas vezes a vida das personas está em risco. Ter
leitores que não se importam com o que acontece com os mesmos então torna-se um
desastre total. Para isso então, devemos dar personalidade próprias para os indivíduos
e darmos sentido a suas ações.
O que não acontece de maneira nenhuma aqui. Cole mesmo, o
protagonista, mostra-se difuso e apático, não sabemos muito sobre ele, além de
seu passado. E uma coisa inegável é que quanto menos sabemos sobre alguém,
menos nos apegamos a ela. O pior é que isso ocorre com todos os outros nesta
obra, nenhum deles consegue cativar o coração do leitor e nenhum drama chama a
atenção realmente.
Sem falar em suas ações sem sentido: como Chris que diz amar
Katy a ponta de roubá-la de sua casa, no entanto a traiu com a irmã sem qualquer
vergonha. Ou a mãe de Cole que alega não querer ver o marido traficante nem
pintado de ouro, mas é só ele voltar pra casa que a mulher vai pra cama com
ele! E o que pretendia ser “você não vale nada mas eu gosto de você”, fica mais
pra um “só os loucos sabem!”.
A narração sofre muito com o tom infantil e despreparado do
autor. Em uma história comum já é necessário certa maturidade, mas em um tema
como esse, ele se torna crucial! Dessa forma, o escritor não somente conseguiu
destruir qualquer chance de suspense ou drama como chega quase a escorregar na
comédia.
Você creria em um homem de mais de 40 anos, diretor de
escola público que falasse assim:
RILEY: Nem parece
mesmo que você é minha filha, ainda mais com essas atitudes de criança! – (T).
– Vê se cresce e amadureça pra ser alguém na vida, garota! Tá na hora de
crescer!
Só faltou dedinho pro alto e peruca loira pra balançar, aí
ficava perfeito!
Ou na cena de flashback do Cole em que ele consegue lembrar não
apenas de algo que fizeram quando ele não estava presente, mas o que a pessoa
estava pensando também!
Mas isto é um vidente senhoras e senhores! Nem a Jin grey tem
essa capacidade. Eu se fosse ele, deixava de chorar pela familia desnaturada e
ia mesmo me juntar aos ex-men!
A ambientação que deveria ser sombria, dando os tons sérios
da trama, envolvente e eletrizante, é tão sem graça, tediosa e cansativa, como
estimular as funções motoras de idosos de 90 anos!
Veja como o autor decide descrever a cena de Megan
simplesmente pesquisando algo no computador:
Close na mão de Megan
sobre o teclado o touchpad do aparelho eletrônico. Ela desliza o dedo anelar da sua mão direita sobre o touchpad.
E este é só um pequeno exemplo do tamanha do detalhismo em
cada, e eu digo CADA movimento dos personagens! Eram frases como essa: “ele abriu
a porta, fechou a porta... Pegou o copo, bebeu, colocou o copo sobre o balcão...
olhou pro lado, piscou, olhou pro outro...kkk
Ah, ainda bem que ele disse né, caso contrário nós leitores ficaríamos
preocupados se o personagem tinha ficado com o olho aberto (Ai, me dá paciência
JESUS!). E tudo isso torna a narrativa extremamente cansativa e quase impossível de
aguentar.
Ao fim, o enredo enrola com subtramas aqui e ali, para
terminar em uma segunda temporada, porém, não vejo quaisquer motivos pelos
quais alguém iria querer continuar essa
temporada, quem dirá a outra!
O enredo se perde em inutilidades e não desenvolve o tema
central, os personagens não chamam a atenção e o texto é cansativo e fraco.
Temos sim pontos positivos, como o bom entrelaçamento de todos os personagens,
o potencial dramático de Cole, desperdiçado claro, e o ótimo trecho do sonho de
Noah que realmente elevou-se perante todos. O clima tenso perdido em toda a
história revela-se aí com maestria, atingindo uma boa atmosfera de terror.
Vejo ao fim, que “Overland” podia sim ter atingido seu objetivo,
se tivesse se focado nele. Mas ao querer entregar um suspense adolescente em uma
cidade misteriosa e sombria, apresentando, ao invés, uma mistura de “malhação” com
“gossip girl”, um “erro de rota”, é pegar leve!
É isso gente, espero que tenham gostado. Espero vocês na
próxima semana hein. Beijoos e bye bye!

______________________
Notas DIGG TV
1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2. As opiniões expressas nessa coluna não refletem necessariamente as da DIGG TV. Elas são de total responsabilidade do autor.
3. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
Direito de Imagem (Rating)
Designed by starline / Freepik





Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAntes de ir atrás dessa web, pelo título pensava que era ficção científica kkk Mas vou tentar lê-la.
ResponderExcluirQual a próxima crítica?
Oi, sera " a arte de amar" do wnc. 😘
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirOverland foi uma série que gostei bastante, e repercutida. Qual a próxima crítica?
ResponderExcluir"A arte de amar" web novelas channel.
ExcluirTvStars flopado monamour
ResponderExcluirSeu Sangue é Meu Drink luxo
ResponderExcluirNão li a trama então não posso opinar sobre ela.
ResponderExcluirNunca li essa web, mas adorei a crítica, gosto de ler sempre para enxergar erros nas minhas próprias webs até...
ResponderExcluirGostaria de indicar "Porcelana". É sobre a jovem Guiomar, herdeira da fortuna do falecido pai, o que lhe garante a corte de inúmeros rapazes.
Primeiro capítulo:
https://oastertv.blogspot.com/2019/07/porcelana-primeiro-capitulo-estreia_22.html
Obrigada pela sugestão e link. Beijo. ❤
ExcluirÉrika, a web não tem final, vai ser criticada do mesmo modo?
ResponderExcluirEntão, normalmente eu não faria a análise, mas no caso desta obra é possível, e eu explico o porque no artigo. <3
Excluir