6 de novembro de 2019

ADOROWEB - Overland: e a tentativa falha (1ª temporada)

Heloo meus weblovers, como estão indo? Espero que ótimos! E prontos para a temporada de seca que está vindo por aí! Sim, a maravilhosa época em que, falta água nos reservatórios, mas sobra até a parede da sua casa! Aii, como não amar esse país não é mesmo? Engraçado que há anos sofremos com enchentes todo verão, coisa que em lugares mais desenvolvidos as pessoas sequer sonham, mas parece que o problema realmente é sobre o “acesso ao cinema brasileiro”. Bom, eu não sou uma expert - como um estudante do enem por exemplo - mas acredito que para facilitar a entrada de muitos brasileiros aos cinemas, uma boa ação pra começar seria, quem sabe, eles não precisarem de um barco pra chegar até lá! Bom, mas vamos a critica de hoje né, afinal, não somos nós os únicos a enfrentar problemas, mas também, uma pequena cidade chamada “Overland”.

Autor(a): Rick Novack
Ano: 2019
Mas diferente de defeitos estruturais, sua grande questão está em seus habitantes: jovens como Cole que, há anos não vê o pai que fora preso, mas nutre por ele um ódio imenso, até o dia em que o mesmo é liberto e decido voltar para casa. Junto a Cole, vários outros adolescentes vivem seus dramas, paixões e até mesmo mistérios.

Tá, conseguimos ver aqui claramente a proposta do autor: uma série adolescente com tom sombrio, cheia de ação, suspense e romance sensual, clássica ao estilo “riverdale” ou outras sitcons “teen dark”. Isso é o que ele queria, mas será que ele alcançou o seu objetivo?

Precisamos entender que muitas vezes o que é imaginado por nós como escritores, falha em ser transmitido para a audiência, pois isso demanda talento, o que chamamos de arte da escrita. Assim, podemos pensar mil coisas sobre nossa história, mas o que de fato está nas linhas e letras é o que conta.

Por isso, hoje farei algo diferente: usarei o objetivo da obra como base e compararei o que deveria ter sido feito para alcançá-lo com o que de fato o autor fez, e assim, encontraremos a resposta para a pergunta inicial. Preparados?

Bom, começaremos com o enredo. Para que ele seja envolvente, é preciso primeiro que ele nos dê um tema central, ou seja, um grande drama ou mistério no qual todos os acontecimentos girem em torno ou levem para desenvolvimento dele, assim o público é pego de inicio e não consegue se desligar da narrativa.

No entanto, em “Overland”, os acontecimentos demoram muito para se desenvolver. Estamos no capítulo 3 e ainda não sabemos pelo o que torcer ou esperar da história. E isso é péssimo, pois não capta a atenção da audiência para o que está por vir. O texto também perde muito tempo com subtramas que nada acrescentam ou desenvolvem como o ciclo interminável de Ashyley, Megan e brian que tudo o que fazem é brigar entre si durante todo o enredo, ou a monstruosidade do bloco de Grace, por exemplo, em que a única coisas que fazia era, pasmem!, depilar pessoas, isso, sem motivo ou graça nenhuma, claro.

O que nos leva aos personagens, pois a série nos soca tantos goela abaixo que imagina-se que todos sejam carismáticos e cativantes, principalmente em uma história dark em que, muitas vezes a vida das personas está em risco. Ter leitores que não se importam com o que acontece com os mesmos então torna-se um desastre total. Para isso então, devemos dar personalidade próprias para os indivíduos e darmos sentido a suas ações.

O que não acontece de maneira nenhuma aqui. Cole mesmo, o protagonista, mostra-se difuso e apático, não sabemos muito sobre ele, além de seu passado. E uma coisa inegável é que quanto menos sabemos sobre alguém, menos nos apegamos a ela. O pior é que isso ocorre com todos os outros nesta obra, nenhum deles consegue cativar o coração do leitor e nenhum drama chama a atenção realmente.

Sem falar em suas ações sem sentido: como Chris que diz amar Katy a ponta de roubá-la de sua casa, no entanto a traiu com a irmã sem qualquer vergonha. Ou a mãe de Cole que alega não querer ver o marido traficante nem pintado de ouro, mas é só ele voltar pra casa que a mulher vai pra cama com ele! E o que pretendia ser “você não vale nada mas eu gosto de você”, fica mais pra um “só os loucos sabem!”.

A narração sofre muito com o tom infantil e despreparado do autor. Em uma história comum já é necessário certa maturidade, mas em um tema como esse, ele se torna crucial! Dessa forma, o escritor não somente conseguiu destruir qualquer chance de suspense ou drama como chega quase a escorregar na comédia.

Você creria em um homem de mais de 40 anos, diretor de escola público que falasse assim:

RILEY: Nem parece mesmo que você é minha filha, ainda mais com essas atitudes de criança! – (T). – Vê se cresce e amadureça pra ser alguém na vida, garota! Tá na hora de crescer!

Só faltou dedinho pro alto e peruca loira pra balançar, aí ficava perfeito!

Ou na cena de flashback do Cole em que ele consegue lembrar não apenas de algo que fizeram quando ele não estava presente, mas o que a pessoa estava pensando também!

Mas isto é um vidente senhoras e senhores! Nem a Jin grey tem essa capacidade. Eu se fosse ele, deixava de chorar pela familia desnaturada e ia mesmo me juntar aos ex-men!

A ambientação que deveria ser sombria, dando os tons sérios da trama, envolvente e eletrizante, é tão sem graça, tediosa e cansativa, como estimular as funções motoras de idosos de 90 anos!

Veja como o autor decide descrever a cena de Megan simplesmente pesquisando algo no computador:

Close na mão de Megan sobre o teclado o touchpad do aparelho eletrônico. Ela desliza o dedo anelar da sua mão direita sobre o touchpad.

E este é só um pequeno exemplo do tamanha do detalhismo em cada, e eu digo CADA movimento dos personagens! Eram frases como essa: “ele abriu a porta, fechou a porta... Pegou o copo, bebeu, colocou o copo sobre o balcão... olhou pro lado, piscou, olhou pro outro...kkk

Ah, ainda bem que ele disse né, caso contrário nós leitores ficaríamos preocupados se o personagem tinha ficado com o olho aberto (Ai, me dá paciência JESUS!). E tudo isso torna a narrativa extremamente cansativa e quase impossível de aguentar.

Ao fim, o enredo enrola com subtramas aqui e ali, para terminar em uma segunda temporada, porém, não vejo quaisquer motivos pelos quais alguém iria querer continuar essa temporada, quem dirá a outra!

O enredo se perde em inutilidades e não desenvolve o tema central, os personagens não chamam a atenção e o texto é cansativo e fraco. Temos sim pontos positivos, como o bom entrelaçamento de todos os personagens, o potencial dramático de Cole, desperdiçado claro, e o ótimo trecho do sonho de Noah que realmente elevou-se perante todos. O clima tenso perdido em toda a história revela-se aí com maestria, atingindo uma boa atmosfera de terror.

Vejo ao fim, que “Overland” podia sim ter atingido seu objetivo, se tivesse se focado nele. Mas ao querer entregar um suspense adolescente em uma cidade misteriosa e sombria, apresentando, ao invés, uma mistura de “malhação” com “gossip girl”, um “erro de rota”, é pegar leve!


É isso gente, espero que tenham gostado. Espero vocês na próxima semana hein. Beijoos e bye bye! 




 
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Notas DIGG TV

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13 comentários:

  1. Antes de ir atrás dessa web, pelo título pensava que era ficção científica kkk Mas vou tentar lê-la.
    Qual a próxima crítica?

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Overland foi uma série que gostei bastante, e repercutida. Qual a próxima crítica?

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  4. TvStars flopado monamour

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  5. Seu Sangue é Meu Drink luxo

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  6. Não li a trama então não posso opinar sobre ela.

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  7. Nunca li essa web, mas adorei a crítica, gosto de ler sempre para enxergar erros nas minhas próprias webs até...

    Gostaria de indicar "Porcelana". É sobre a jovem Guiomar, herdeira da fortuna do falecido pai, o que lhe garante a corte de inúmeros rapazes.

    Primeiro capítulo:
    https://oastertv.blogspot.com/2019/07/porcelana-primeiro-capitulo-estreia_22.html

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  8. Érika, a web não tem final, vai ser criticada do mesmo modo?

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    Respostas
    1. Então, normalmente eu não faria a análise, mas no caso desta obra é possível, e eu explico o porque no artigo. <3

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